terça-feira, 25 de março de 2014

Livros Entre Linhas: Maus


Nome do Mundo: Maus.
Único em Seu Universo.
Dimensão: 296 páginas. 
Criador: Art Spiegelman.
Data de Nascimento: 
BRA:  2005 / US: 1ª parte: 1986; 2ª parte: 1991
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Quadrinhos da Cia.
Onde Obter: Saraiva - Submarino - Livraria Cultura 
Relatório Completo: Skoob.
Sinopse: Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu-polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, Maus ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas -história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

Esse livro/quadrinhos é tão intenso e real, que não tenho como NÃO escrever o clichê aqui: Simplesmente não sei o que escrever nessa resenha. (Que tal sobre o livro?! OHH, REALLY?). Acho que o que melhor define a experiência de ler esses quadrinhos é igual o que os judeus sentiram durante os conflitos da Segunda Guerra (exagerando MUITO, mas okay): Só quem passou sabe.

O que mais me chamou a atenção, claro, desconsiderando o tema do qual sou totalmente viciada (sim, pessoas que gostam de ler sobre guerras deviam ser internadas e eu estou nessa fila, kisses), foi o autor relatar a experiência do próprio pai judeu durante o Holocausto. E como explicar o realismo desta obra? O autor também é um personagem de sua história, um jornalista em busca de alguma matéria, e eis que um dia ele decide perguntar ao pai sobre nada mais que o evento que mais lhe causou feridas e cicatrizes.

"Spiegelman retrata os nazistas como gatos, os judeus como ratos, os poloneses como porcos, os americanos como cães, ingleses como peixes e franceses como sapos. Todos são terrivelmente humanos."

A história é fragmentada em 2 partes básicas: os dias que Art, o autor, passou ao lado do pai, recolhendo as informações para sua matéria e o regresso ao passado que Vladek, o papai do autor,  faz enquanto conta sua história com o Holocausto. 
(VOCÊS NÃO FAZEM IDEIA DO QUANTO ESTOU ME CORROENDO EM CONTINUAR ESSA RESENHA! OKAY, VOU POLPÁ-LOS DOS MEUS DRAMAS MENTAIS).
O "encantador" do livro é a sutileza e simplíssismo (Essa palavra existe, Senhor?) do autor em relatar passeios e brigas de família com a mesma calma que faz ao nos revelar a tortura desumana dos campos de concentração. Não há delicadeza em seu traço. Não há fujas para um alívio da dor dos personagens, ou eufemismo perante situações de algo que só consigo descrever como "puro horror". É como se ele simplesmente puxasse a cortina que a maioria das histórias de Segunda Guerra mantém erguida para camuflar a parte que não convém tanto mostrar, por ser um fato que não consideraram causar tanta dramaticidade. 


A volta do tempo feita por Vladek se inicia bem antes do nazismo ganhar força. Quando ser judeu e polonês não era considerado uma desculpa para tirar a humanidade de alguém. Pouco a pouco, com o passar dos capítulos, percebemos que nada foi mais verídico do que desenhar os judeus como ratos e os nazistas como gatos, numa perseguição à la Tom & Jerry, mas sem humor algum. Porém, é fácil se esquecer que na verdade todos foram humanos. Os quadrinhos nos mostram o que foi ser judeu na década de 30/40 para Vladek: desde sua primeira namorada, empregos diversos até fugas, esconderijos e tremendos golpes de sorte, onde qualquer falta de, poderia ocasionar sua morte. Foi um tanto quanto agonizante ver como os judeus foram sendo pouco a pouco enclausurados, como se estivessem entre paredes se fechando devagar, direcionando-os direto à ratoeira. 


O livro também não deixa de retratar os problemas "atuais" tanto de Art quanto do pai. Conflitos no trabalhado de Art, as constantes brigas de Vladek com a esposa e o filho, a dor ainda viva em ambos sobre o suicídio da mãe, e como não perceber que o autor fez questão de não representar o judeu como "um herói"? Vladek sofreu atrocidades sim, mas isso não quer dizer que ele mesmo não tenha seus defeitos. Ao mesmo tempo em que ele também conseguiu salvar vidas que estavam em seu alcance, não deixou de ser azarento (lê-se mão de vaca) e totalmente preconceituoso com os negros enquanto morava nos EUA. Eu realmente tiro o chapéu (se eu tivesse um) para livro que mostra os dois lados da moeda, e não apenas o mais brilhante deles.


Uma narrativa que visa o real, sem enfeites, realces ou ocultação. O fato. E um traço tão rico, completo e preciso, onde cada elemento se junta a dar riqueza à verossimilhança. O autor ainda fez uma tirinha contando sobre o seu momento se ressaca literária e procrastinação! COMO NÃO SE IDENTIFICAR E QUERER FAZER UM HIGH-FIVE?!

Okay, back to reality. Leia se tiver estômago, cabeça e principalmente, se souber domar o coração para não procurar muito sentimentalismo.  FÃS DE GUERRA/FUTUROS MEMBROS DE MANICÔMIOS ATAQUEM!

Notas extras:
*Uma comparação interessante que li em algum blog, foi de imaginar em como o livro A Revolução dos Bichos do querido Orwell não cairia bem em um quadrinho feito com os traços de Art, hm.
*O blog "O Epitáfio", disse o seguinte em sua resenha: "Em 1992, o prêmio Pulitzer, dedicado a pessoas que realizam trabalhos de excelência na área jornalística, foi dado pela primeira vez a uma história em quadrinhos: Maus, de Art Spiegelman, a dita história que retrata sobreviventes dos campos de concentração de Auschwitz. Maus, que teve seu primeiro volume publicado em 1986 e o segundo em 1991, acabou com a ideia de que histórias em quadrinhos deveriam estar sempre associadas a humor ou temas infantis. Essa premiação abriu o debate sobre a inserção dos quadrinhos na literatura e nas artes em geral, mostrando o valor da graphic novel como estilo jornalístico. Maus também abriu caminho para uma corrente dentro da HQ: a da autobiografia – conhecida como Quadrinhos Verdade." Interessante, não? Sou a favor dos professores pedirem livros como esses para seus alunos lerem, por que não?

             COMO SE EU NÃO FOSSE DAR 5 RATINHOS SÓ DE LER A ABA DO LIVRO.


FIND ME:
bia_fbastos@hotmail.com
http://bf-bastos.blogspot.com.br
| | |
Goodreads
Instagram |

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Asas da Loucura: Once Upon a Time


Anões que se apaixonam por fadas? Garotas que se transformam em lobos maus? Cinderela grávida? Piratas que sobem em pés de feijão? Branca de Neve à la Katniss com arco e flecha? Peter Pan como pior vilão de todos? Sabia que o Grilo Feliz na verdade é um terapeuta? Que tal fazer um acordo com Rumplestiltskin, ou se preferirem, a Fera da Bela? E quem disse que gênios da lâmpada não podem procurar o "true love"? A mistureba de contos de fadas com a mágia Disney nunca poderia ter dado tão certo!


Nome: Once Upon a Time.
Formato: Seriado.
Duração: 45 min cada episódio.
Transmissão: 23 de outubro de 2011 - presente.
Gênero: Comédia dramática, Fantasia, Aventura, Mistério.
Criadores: Edward Kitsis, Adam Horowitz.
País de Origem: EUA.
Elenco Principal: Ginnifer Goodwin
Jennifer Morrison
Lana Parrilla
Josh Dallas
Jared S. Gilmore
Robert Carlyle
Eion Bailey
Meghan Ory
Emilie de Ravin
Colin O'Donoghue
Michael Raymond-James
Lee Arenberg
Robbie Kay
Relatório: Banco de Séries.

1° Temporada: 22 episódios.
Lembro-me de quando ainda tinha ânimo para ligar a tv a cabo e vadiar passear pelos canais, até me deparar com uma história muito curiosa sobre João e Maria e como na verdade eles não estavam perdidos, mas em missão a pedido da Rainha Má da Branca de Neve, para buscar um objeto roubado pela Bruxa cega na Casa de Doces e caso tocassem em alguma guloseima, acabariam no forno à lenha! Como não amar? Bem, darei alguns motivos então.

Depois de terminar a série Lost, os criadores se empenharam em produzir o roteiro que estava pronto desde 2004. Isso tira qualquer dúvida sobre tramas mal tecidas. Mas do que se trata essa série, afinal? Apenas releituras de contos? NO, I answer!




Em um lugar chamado Enchanted Forest (cof, ignorem os nomes bregas, até os personagens riem deles), viviam os personagens das histórias que conhecemos desde criança, junto com algumas invenções/versões da Disney. Todos tentando viver tranquilamente seus finais felizes. Yeah, just trying. Depois de se apossar do trono, The Bad Queen decide nunca deixá-lo e se compromete a fazer na vida de Snow White (yup, prefiro assim :v) o maior inferno com zero felicidade que puder, tornando-a uma perigosa procurada em todo o Reino. Mas é claro que o amor sempre vence (só em florestas com nomes bregas) e Snow White encontrou seu Príncipe Encantado (carinhosamente apelidado de Enchanted) e depois de muita luta, conseguiram se casar e ter um bebê. Mas a Rainha não consegue aguentar a felicidade de Snow  e joga sua carta final: uma maldição que atingirá todo o Reino e os levarão a um mundo onde não existe esse tal de "felizes para sempre", apenas para uma pessoa, ela mesma. Quem ficar não se lembrará de quem foi. Quem for não se lembrará do seu passado ou quem é. Novas identidades e memórias falsas para todo mundo, junto com uma boa dose de constante monotonia e infelicidade.

Desesperados, Snow e Enchanted decidem executar a única solução aparente: transportar seu bebê para esse mundo cruel e sem magia (se você pensou nos Estados Unidos, BINGO!), como única forma de manter alguma esperança para que um dia essa maldição se quebre.


A série é dividia em dois momentos: enquanto os acontecimentos se desenrolam em Storybrooke, cidade fictícia para onde os personagens vão, e ao mesmo tempo vamos conhecendo da história de cada um, os laços que possuíam um com o outro e como tudo cominou para a maldição acontecer.

A 1° temporada fez OUAT (sigla só para fãs u.u) entrar para minhas séries favoritas. Cada episódio é instigante. Quando você acha que está começando a entender o quebra cabeça, logo no próximo episódio descobre que estava montando as peças erradas e é ainda mais complexa e maluca a conexão entre passado e presente. E a cobertura do cup cake são os personagens! Atores com ótimas atuações fazem os desejos, medos e a crença na magia dos personagens serem reais e vívidos. Eu sentia vontade de mandar a Rainha Má/Regina para guilhotina, e depois dar um abraço de "SOMOS NÓS NO BARCO DOS ALONES, SISTER". E o Rumplestiltskin é o mais hilários de todos, sendo especialista em magia negra e trollando todo mundo com seus acordos trapaceiros.



SPOILERS INEVITÁVEIS DA 1° TEMPORADA A PARTIR DAQUI. CUIDADO, VOCÊ QUE AINDA NÃO ASSISTIU, MAL SABE O QUE ESTÁ PERDENDO EM PRIMEIRO LUGAR.

2° Temporada: 22 episódios.
Data de Estréia: 30 de setembro de 2012.

Não foi a toa que incluiram o Captain Hook na capa <3.

Para mim, a 2° temporada serviu mais como uma transição. Já que agora a grande maldição foi quebrada, foi necessário encontrar algo para nós e os personagens almejarem. Claro que enquanto eles só querem viver em paz, nós queremos mais conflitos \o/ ou apenas eu, whatever

Emma FINALMENTE começou a aceitar que seu dever é como A Salvadora, mesmo que ela não saiba quão poderosa seja.

Agora, o tempo não está mais congelado em Storybrooke e coincide com o da Enchanted Forest. Um feitiço do Sr. Gold/Rumpelstiltskin impede que todos sejam redirecionados ao antigo lar. O que quer dizer que os personagens que ficaram para trás começaram a sentir falta de quem foi para a cidade. Com todo mundo recebendo suas memórias de volta, as coisas não andam bem para o lado de Regina/Rainha Má. A briga sobre quem Henry mais considera como mãe continua entre ela e Emma, like ever. Rumple está divido entre continuar a ser um vilão fugindo de sua covardia ou ouvir os conselhos de Belle e "tentar liberar o lado bom que que ela sabe que existe dentro dele", mas quem consegue resistir a vingança? Lord of Darkness que não!

Well, Snow continua com sua bipolaridade entre ser inteligentemente forte e estupidamente monga por "ouvir seu coração". Mas um incidente acontece (sempre tem de acontecer incidentes, eles movem o mundo das séries/livros!), e Emma junto com Snow acabam indo parar na famosa Enchanted Forest. (Snow sendo uma ótima guia turística para Emma se situar na cidade natal). E entre sobreviver a ogros e conhecer a salvadora da China, YES MULAN, (mesmo que ela tenha entrado para o clube das monga, mas enfim), enfrentar e se aliar e enfrentar de novo um pirata sexy (lê-se Captan Hook), Snow and Emma precisam encontrar uma forma de voltar para Storybrooke antes de Cora, a Rainha de Copas e TARAN, mãe ainda mais malévola de Regina. Enquanto isso Storybooke enfrenta seus próprios problemas: agora a cidade é livre para todos os públicos, inclusive visitantes indesejados e que querem exterminar a magia na Terra (uns jumentos, não são? Quero ver vocês tentarem exterminar alguma coisa quando eu lançar um Avada Kedevra em vocês. TENTEM EXTERMINAR ISSO!)

Eu adorei ver como os roteiristas brincaram com o fato de que agora tudo foi revelado e é de livre menção. Os diálogos trazem citações do que os personagens já viveram e soam cômicos com a situação atual. Como um anão implicando que o outro roubou um bolinho, igual ele fazia com os diamantes quando trabalhavam nas minas. Ou Emma encarando de forma mal humorada a responsabilidade de ser A Salvadora, por exemplo "Agora só você pode consertar já que não foi afetada pela maldição e..." "Já sei, já sei, tenho que impedir a cidade de sofrer ataques de bruxas, uma explosão nuclear, um dragão de novo, o que que é dessa vez?" Sim, agora eu já estou sendo idiota. SÓ AGORA.

Os personagens precisam aprender a ser amiguinhos, já que de uma maneira bizarra e atemporal, todos pertencem a mesma família! E, com um final de total reviravolta o bônus mesmo é apreciar as cenas com o Hook, o típico bad-boy mulherengo, mas não deixa de nos proporcionar momentos hilários. 

Além do mais, conhecemos mais do passado DO PASSADO dos antigos personagens, e não apenas as histórias que antecederam a maldição lançada pela Bad Queen.


OBVIAMENTE, SPOILERS DAS TEMPORADAS ANTERIORES.

3° temporada: previstos 22 episódios.

Data de estréia: 29 de setembro de 2013.

Retorno da série: 3 de Março de 2014 (ainda bem.)









NEVERLAND. Isso simplesmente traduz os episódios lançados até agora. Depois da despedida dramática entre aqueles que embarcaram para a terra do Pan e os que ficaram em Storybrooke, conflitos é o que não faltam em nenhum lugar. Com Henry, já que possui o coração do "True Belived" sob o domínio de Peter, um vilão que ATÉ O RUMPLESTILTSKIN TEME, Regina precisa largar sua coroa de Rainha Má e aliar-se a Snow e família para salvar seu filhinho. Mas, come on, eles estão no reino de Pan! É impossível sair ou chegar a algum lugar caso ele não queria. Todos são seus peões esperando para a brincadeira. E, WOW, o ator que interpreta Peter merece palmas pela sua atuação maligna que simplesmente corrói o feliz filme Disney. 


Entre muitos conflitos familiares, afinal, apenas a "família real" foi para Neverland, e com o aumento de seus membros (hey, no spoiler, man), essa temporada parte para o lado mais pessoal de cada um. "Quais são seus planos daqui para frente, claro, isso que não formos mortos por um garoto na puberdade mais velho que o Rumple?" Yeah, like this.

 

Há novos personagens, como o surgimento da tão amada Tinker Bell, afinal, aparece o Gancho, o Peter, cadê a Bell na parada?! E um episódio incrível sobre a Ariel, ou se preferirem, A Pequena Sereia. E se você ainda suporta triângulos amorosos, o de OUAT supera qualquer clichê. Serei eternamente grata pela frase da Salvadora: "Se eu tiver de escolher, escolherei o meu filho." Pedir palmas é pouco, ajoelhem-se!


Well, essa temporada promete MUITA coisa ainda, principalmente depois daquele episódio final de simplesmente arrancar seu coração. E em OUAT esse termo nunca fez tanto sentido. 


E claro, agora que Storybrooke está desprotegida... vou parar por aqui!



Bem, mochileiros, espero que tenham gostado, (na verdade não, mas tenho que me esforçar para ser fofa com vocês), ASSISTAM E TORNE-SE UM ONCER \O/




FIND ME:
bia_fbastos@hotmail.com
http://bf-bastos.blogspot.com.br
| | |
Goodreads
Instagram |

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Livros Entre Linhas: Strawberry Fields Forever


“Meu coração corria desabalado pela rua escura dos meus medos.”

Nome do Mundo: Strawberry Fields Forever
Único em Seu Universo.
Dimensão: 272 páginas. 
Criador: Richard Zimler.
Data de Nascimento: 
BRA:  2013 / US: 2009 
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Galera Record
Onde Obter: Saraiva - Livraria Cultura PDF (em inglês) 
Relatório Completo: Skoob
Sinopse: O livro conta a história de Teresa. A vida da menina muda radicalmente quando os pais deixam Lisboa para irem viver em NY. Não estando preparada para a vida na América, com dificuldade para se exprimir em inglês, Teresa encontra refúgio no seu particular sentido de humor e no único amigo, Angel, um rapaz brasileiro de 16 anos, bonito, mas desastrado, que adora John Lennon e a sua música. Mas o mundo de Teresa desmorona-se completamente quando o pai morre e a deixa, a ela e ao irmão mais novo, com uma mãe negligente e consumista. Os problemas de Teresa confluem para um clímax de desespero no dia 8 de Dezembro de 2009 - aniversário da morte de John Lennon - quando ela e Angel fazem uma peregrinação ao Memorial Strawberry Fields Forever em Central Park. Aí, um terrível acontecimento que nunca poderia ter previsto devolve-a à vida e ao amor.



“[...] minha voz, dando forma a frases escritas em 1937, por alguém que nunca conheci, se enche de tudo o que quero e preciso.”

Pois é, essa capa é realmente hipnótica. Tanto que eu mais tinha vontade de olhar para ela do que continuar a ler o livro. Os motivos? Keep reading and find it!


“Falei em inglês, porque minha voz me sai mais confiante numa língua que não é a minha.”

Teresa é uma garota (ainda bem), de quinze anos e imigrante portuguesa em New York. Ela mora com sua mãe, cuja qual nunca se dera muito bem devido ao seu gosto exótico e cuidar dos filhos não faz parte dele, e com seu irmão Pedro, de sete anos, que ainda faz xixi na cama e é à la filho de Hades. (Estou falando, logo menos o titio do submundo o reclama). Se ser uma estrangeira que ainda tem muitas dificuldades do inglês é ruim, ver o pai, a pessoa que mais amava no mundo, em estado grave no hospital só deixa as coisas ainda mais felizes. Para completar a dose de bizarrice em sua vida, Angel/Caetano, seu melhor amigo, é gay e imigrante brasileiro, (no coments).


“Às vezes, agarramos um momento e o enfiamos no bolso e sabemos que vamos andar com ele o resto da nossa vida.”

Whatever, Teresa e Angel possuem um peculiar gosto musical, sendo que Beatles está no topo da lista, (really? Nem suspeitava). Além de comporem haicais, (Hey, Apolo, alguém ainda te ama), fazer planos específicos para o futuro está entre seus hobbies preferidos. (Fazer planos suicídas logo em seguida, but forget it while.)


“E sabe por que quero ficar sozinha, Dr. Rosenberg? Porque pela primeira vez na vida estou exatamente onde quero estar e preciso ficar realmente em silêncio para sentir qual o sabor disso, para caso de não voltar a acontecer.”

Como Tereza se encontra na abençoada fase da adolescência, confusão e insegurança a definem. ("A definem", não quer dizer que todos são assim). Com seu misto de defeitos, por exemplo, pensar que só é boa no basquete, achar que nunca fará amigos, não conseguir conversar com a mãe, entre outros que todos tem no próprio pacote, Teresa vai narrando como é estar sob sua pele, envolvida pelos tipos de lembranças, pensamentos e metas que a cercam. Seu maior objetivo agora é ajudar Angel a lutar contra o bullying gerado pela sua homossexualidade. Mas ela recebe a notícia de que seu pai falece no hospital, e Teresa sente que todo seu mundo se caminha para debaixo desta cova. 

“É espantoso como podemos acreditar que o mundo gira numa órbita mais quente, e que o sol brilha por entre todas as frestas das nossas preocupações, e logo a seguir basta um idiota [...] para tapar até a última fendazinha e levar nossos pensamentos de volta para a escuridão.”

Com a mãe já com um novo namorado, Angel decidindo se mudar temporariamente, sua expulsão do time de basquete e a queda de suas notas na escola, no momento, pouca coisa importa para Teresa. A não ser querer que seu irmão consiga ter uma vida normal, fora da "ilha" que os cercam, como ela própria gosta de colocar.


“Talvez os rapazes sejam mais frágeis que as garotas. E quando passam a ser homens, passam o resto da vida a encobrir essa verdade.”

Teresa começa a abraçar a ideia do suicídio e chega até a fazer uma "receita da morte", com data marcada para escreverem em sua lápide, mas enquanto está no memorial feito a John Lennon, silenciosamente se despedindo de Angel, um telefonema muda completamente seus planos, e por sorte, chega a estendê-los.


“Uma coisa é certa: sentirmos que esperam alguma coisa de nós é a melhor maneira de nos sentirmos numa armadilha.”

O livro é basicamente isso: uma história sobre o cotidiano nada rotineiro de Teresa. É um livro para ler e viver, enquanto durarem as páginas, a vida de outro alguém. E para mim, uma boa divisão do livro, seria enchê-lo de marcadores com avisos do tipo, "Aqui Teresa está suportável"; "Pode pular essa parte, Teresa está intragável; "Aqui se encontra uma boa citação, vale ler essa página apenas por isso"; "E a chatice volta". Yes, o livro foi uma verdadeira montanha-russa de "Teresa’s e suas variações".


“É uma sensação boa, sentirmos que não desapontamos alguém de quem gostamos.”

E se vocês estão achando que a resenha está sem rumo, leia o livro e perceba que isso aqui <contorno invisível delimitando todo o post> teria tanto precisão quanto um tiro de flecha dado por Katniss comparando com a coesão inexistente da narrativa do livro. Eu me senti mais perdida que a própria Teresa em sua ilha mental.


“Temos de ter orgulho dos nossos próprios triunfos, senão quem o fará por nós?”

O autor não seguiu uma ordem cronológica, sendo que passado, presente e futuro se embrenharam enquanto Teresa parece está apenas sob efeito de alguma coisa (sou culta demais para escrever macoinha, baby) que tira o objetivo de estar compartilhando sua vida conosco. Analisando melhor, não consigo lembrar em momento algum que senti determinação por parte da protagonista, ou almejo por alguma coisa sem ser quando suas ideias suicidas (e ridículas) começam. Eu estava quase encontrando o fio da meada quando simplesmente a existência do livro perdeu sentido. O que era confuso  e bizarro perdeu a lógico, junto com o prazer de terminar o livro por querer e não por TOC de não conseguir abandonar um livro.


“E mais respeito pela maneira como mesmo as palavras mais silenciosas – sussurradas de uma página – podem nos mudar.”

Sinceramente, não tenho muito que falar do livro. Eu li sem planejamento prévio, bem ao estilo "Seja o que Bacon quiser". A sensação que prevalece em mim agora é de ter lido algo que não me adicionou nada. Não que eu ache que todos os livros têm obrigatoriamente de ter uma lição de moral, mas não precisa ser escolar para que nos acrescente algo.


“E como algumas pessoas são tão boas para enganar os outros se fingindo de cordeirinhos, quando não passam de lobos disfarçados, com um monte de maquiagem e roupas da moda.”

Talvez o autor quisesse "ressaltar os traços de uma mista confusão características da adolescência em forma de narrativa", mas o resultado poderia ter sido mais amplo e bem aproveitado, assim como os personagens mais bem trabalhados para que eu pudesse acreditar que são reais. Outro detalhes que me irritou foi sempre que Teresa queria justificar seus atos, mencionava um tal de Dr. Rosenberg ou Meritíssimo, como se estivesse um em tribunal ou uma consulta. Sem motivo ou aviso prévio, como se soubesse que estava fazendo a coisa errada e já treinando suas explicações.


“Às vezes penso que nosso senso de humor há de nos salvar. Quero dizer, as pessoas descartam o humor como uma coisa que não é assim tão importante, mas no fundo talvez seja a mais importante quando procuramos chegar ao fim da escola sem nos matarmos, a nós ou a alguém.”

Uma nota extra: no livro CHOVE citações de "cultura americana" bem específica, e eu senti falta de notas de rodapés por parte da editora para que consigamos nos situar e entender a intenção do autor.

“Ler... Têm de reconhecer que há nisso qualquer coisa de especial, como se às vezes o que há de melhor nos seres humanos sejam nossas palavras.”

E por que não deixar linkado a música que inspirou o livro com direito a clássica citação Living is easy with eyes closed? BEATLES, HERE!

“Ler meu haicai para mim mesma era como um feitiço que podia me ajudar a atravessar o dia sem soluçar. [...] E levar o livro comigo era uma proteção extra. Temos de nos agarras às coisas de que gostamos quando estamos nos afogando.”

Em suma, é isso galera. Sendo bem criativa e generosa na nota, espero que tenham gostado e aproveitado os quotes, pois eles foram o único motivo para eu não ter considerado  um desperdício de leitura. See you, guys!



FIND ME:
bia_fbastos@hotmail.com
http://bf-bastos.blogspot.com.br
| | |
Goodreads
Instagram |
Copyright © 2013 | Design e C�digo: Amanda Salinas | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal