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domingo, 17 de agosto de 2014

Depósito da Pipoca: Especial Kill Bill


Kill Bill - Volume 1 : posterTitulo: Kill Bill Vol 1
Elenco: Uma Thurman, David Carradine, Vivica A. Fox, Sonny Chiba, Lucy Liu, Daryl Hannah
Direção: Quentin Tarantino.
Gênero: Ação, Drama, Suspense.
Nacionalidade: EUA.
Ano: 2003. 

Sinopse: A Noiva (Uma Thurman) é uma perigosa assassina que trabalhava em um grupo, liderado por Bill (David Carradine), composto principalmente por mulheres. Grávida, ela decide escapar dessa vida de violência e decide se casar, mas no dia da cerimônia seus companheiros de trabalho se voltam contra ela, quase a matando. Após cinco anos em coma, ela desperta sem um bebê e com um único desejo: vingança. A Noiva decide procurar, e matar, as cinco pessoas que destruiram o seu futuro, começando pelas perigosas assassinas Vernita Green (Vivica A. Fox) e O-Ren Ishii (Lucy Liu).



  "Now it's kill or be killed. And I choose kill."

Kill Bill - Volume 1 : FotoTodos que mataram A Noiva não suspeitavam que a bala que Bill atirou na cabeça dela tivesse deixado apenas em coma e não morta. O filme começa com a vingança da Noiva já na sua primeira vitima: Vernita Green, e não pensem que A Noiva se intimida em matar Vernita na frente de sua filha de quatros anos.
O nome verdadeiro não é revelado no primeiro volume, o condinome dela é Black Mamba. Logo depois de matar Vernita, sua busca se concentra mais em O-Ren Ishii. Temos um misto de kung-fu sangrento e uma parte inteiramente em anime retratando a infância e O-Ren. Quando A noiva a encontra, ela carrega a melhor espada já feita, uma Hattori Hanzo, e vemos a eficácia desta espada no final de seu confronto contra O-Ren, quando a mesma subestimou que A Noiva estivesse com uma espada daquele porte.

Vale ressaltar que A Noiva ficou em coma por quatro anos, vemos ela acordando no Hospital e sua viagem até O-Ren sem economizar a violência (tá aí o motivo pelo qual eu censurei menores de 18), gostei muito do primeiro volume e me deixou de queixo caído como todas as produções de Tarantino sempre me deixam (Bastardos inglórios e Django livre [em breve no blog]) e não me deixou nada a desejar, mesmo com a falta imensa de diálogos, mas isso logo será recompensado. As outras duas pessoas em sua lista de vingança são mostrados no Volume II.

"This woman deserves her revenge. And we deserve to die "


Kill Bill - Volume 2 : poster
Titulo: Kill Bill Vol 2.
Elenco: Uma Thurman, David Carradine, Vivica A. Fox, Sonny Chiba, Lucy Liu, Daryl Hannah.
Direção: Quentin Tarantino.
Gênero: Ação, Drama, Suspense.
Nacionalidade: EUA. Ano: 2004
Sinopse: Após ser traída por Bill (David Carradine) e seu antigo grupo, a Noiva assassina (Uma Thurman) fica à beira da morte por 4 anos. Após despertar do coma, ela vai atrás de cada um dos seus antigos companheiros para matá-los. Na segunda parte dessa busca por vingança, a noiva vai continuar sua procura por Bill, atacando os últimos dois sobreviventes do grupo: Budd (Michael Madsen) e Elle Driver (Daryl Hannah). O confronto com seu antigo mestre, e mandante da sua morte, vai revelar novas surpresas para a assassina.

Esse volume pode ser considerado mais "leve", depois do massacre que a Noiva fez contra os discípulos de O-Ren, o segundo volume se concentra mais em contar a história de Beatrix (Sim, descobrimos o nome da Noiva!), temos mais falas do que no volume anterior, na lista de Beatrix restam apenas Budd e Elle Driver.

Kill Bill - Volume 2 : foto David Carradine, Uma Thurman
Se você se perguntou como alguém poderia empunhar uma espada daquele jeito no filme anterior, neste volume, o diretor mostra como foi o treinamento de Beatrix com o mestre Pai Mei, cenas de momentos antes do massacre na Capela, onde Beatrix levou um tiro e até mesmo uma cena claustrofóbica dela sendo enterrada viva. Não deixando de lado o principal motivo e todos esses assassinatos: O motivo pelo qual Bill deu um tiro em sua cabeça.
Eu particularmente não gostei muito deste volume, por mais que o outro seja mais sangrento, há mais estratégia e ação, enquanto nesse há mais diálogo de personagens, que por um lado é ótimo, pois podemos esclarecer todas as dúvidas que ficou no volume anterior e por outro lado fica uma coisa meio "montanha russa" onde primeiro você vê um lado mais sangrento, acreditando que o segundo volume será assim, mas se depara com um cenário mais convidativo em questão de violência, me refiro principalmente a cena final quando ela encontra Bill.


Algumas considerações sobre os dois volumes.
A trilha sonora, não só em Kill Bill, mas em todos os filmes de Tarantino sempre foram ecléticas. Em Kill Bill, temos uma mescla de músicas clássicas que combinam exatamente com o momento que está sendo exibido, assim como no Volume 1 onde temos uma cena em anime e outras várias partes em preto e branco, tirando aquele ar "eu já vi tudo isso antes".

Obs: Os trailers estão em inglês e eu não achei legendado, e como aluna de Tradutor e Intérprete eu sou totalmente contra dublagens (vai entender né), acho que muito da essência dos atores são perdidos em uma dublagem, todo o drama das falas de Beatrix. Eu também gostaria muito de lhes deixarem o link dos filmes legendados, porém eu perdi o único link disponível (congratulations!), sorry guys!
Obs2: Para quem quiser ler a matéria onde confirmam o "terceiro volume" de Kill Bill, clique aqui.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Livros Entre Linhas & Depósito da Pipoca: O Iluminado



Heeeeeey people! Finalmente perdi a preguiça... Ou parte dela e arranjei um tempo para resenhar este especial. Enjoy it!


Nome: O Iluminado.
N°páginas: 313.
Autor: Stephen King.
Editora: Objetiva.

Duração: 2h 26min.
Diretor: Mark Herman.
Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Philip Stone
Gênero: Terror, Suspense
Nacionalidade: Reino Unido.
Lançamento: Livro: 1977 /Filme: 1980
Relatório: Livro / Filme (1°versão).
Sinopse filme: Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.


Sobre o livro.
É a segunda obra de Stephen King que eu leio (depois de Carrie, a Estranha), por que eu realmente gostei da atmosfera que o autor cria em suas obras. Um verdadeiro terror psicológico se instaura em O Iluminado.
Jack Torrence arranja um emprego como zelador do hotel Overlook. Ele se muda com a família para o Hotel, assim ele cuida do lugar em tempo integral. A descrição em si do processo me dá medo, não por que o lugar é descrito como assombrado, mas a história do Overlook é meio perturbadora.
Danny é o filho do casal Torrence e ele é Iluminado. Isso quer dizer que ele consegue ver coisas, e a primeira vista o hotel Overlook não parece ser um bom lugar para se viver.
A coisa esquenta quando a família enlouquece dentro daquele hotel, presos no alto da colina (localização do hotel) pela nevasca. Jack Torrence começa a beber novamente (ele tem problemas alcoólicos) e Wendy sente que precisa se proteger do seu próprio marido.
A família então começa a ver um baile que aconteceu no Hotel há muitos anos, e uma mulher que morreu no quarto 237. Jack Torrence enlouquece por completo.

Sobre o filme: Versão de 1980.


O Iluminado : Foto Stanley Kubrick


É a versão mais clássica do filme.  A capa do já me dá medo, com os olhos esbugalhados de Jack.

Minha primeira impressão da versão foi que ele focou mais nos dons de Danny, o que não é algo ruim, já que o diretor, Stançey Kubrick é perfeccionista (my bro!). A cena em que Wendy está tentando afastar Jack nos degraus na recepção com um taco foi gravada várias vezes.




Outro ponto positivo foram as cenas como as irmãs gêmeas que só Danny consegue ver, e o sangue inundando um dos corredores do hotel. 
Apesar de toda a tensão, só ocorre um assassinato em todo o filme.

O Iluminado : Foto Shelley Duvall, Stanley KubrickNos passeios de Danny pelos corredores, você fica na expectativa de sempre encontrar algo a cada virada que ele faz, e a música de fundo aumenta a tensão. Uma das cenas mais incríveis do filme é quando Danny escreve Redrum (MURDER ao contrário) na porta, totalmente em transe.

Warning!
Apesar de o filme ser ótimo, ele não é fiel ao livro! Alguns detalhes o deixam "infiel". Como, por exemplo, o labirinto que aparece no final do filme.
-No livro são arbustos em formas de animais;
-Jack utiliza um machado, enquanto no livro é um taco de roque;

O Iluminado : Foto Stanley Kubrick
-SPOILER ALERT! O chef de cozinha não morre no livro, mas no filme ele morre facilmente;
-STILL A SPOILER ALERT! Jack morre no labirinto na versão do filme, enquanto no livro ele morre na explosão do Overlook, enquanto Wendy, Danny e Sr. Halloran fogem do Hotel.








Versão de 1997.

Vi apenas algumas partes desta versão, como o final apenas para comparar com o final da versão mais antiga. E a primeira vista eu... Detestei! Mas quem busca fidelidade ao livro, é uma boa opção.
O garoto que interpreta Danny nesta versão não tem nada de assustador. Vamos lá, é um filme de terror! Uma versão trash, e muito Hollywoodiana estragou a visão que eu tinha do livro.
Enquanto os autores da versão de 1980 parecem ter se empenhado mais na atmosfera assustadora (claro que a trilha sonora do filme ajuda).

Outro ponto é: a primeira versão foca mais na atmosfera assustadora, mostra detalhes do hotel, enquanto a segunda versão recorre a mais diálogos do que cenas do próprio hotel.

Uma das cenas do filme de 1980:


E o filme completo da versão de 1997:




quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Depósito da Pipoca: Orgulho e Preconceito


Hey people! Como eu havia dito, vocês infelizmente ainda iriam me ver por aqui antes do Ano-novo (ou eu disse antes do Natal?), nevermind... Hoje irei resenhar simplesmente uma das melhores adaptações já feitas, e estou falando da versão de 2005, não a mais antiga.
Ps: Eu já li o livro, mas a linguagem de Austen é um pouco complexa, e requer muita atenção. Como eu tenho uma memória de peixe, não me lembro muito do livro, caso eu decida reler durante a faculdade (o que é muito provável), eu posto a resenha aqui.


Orgulho e Preconceito : fotoTitulo: Pride and Prejudice
Elenco: Keira Knightley, Rosamund Pike, Matthew Macfadyen, Jena Malone, Talulah Riley, Brenda Blethyn, Carey Mulligan.
Direção: Joey Wright.
Gênero: Drama, Romance. 
Nacionalidade:  Reino Unido. 
Ano: 2005
Sinopse: Inglaterra, 1797.
As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro.
Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland).
Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas.
Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen).
Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

Well, let's go.
A minha primeira impressão ao ler o livro foi muito satisfatória, tão satisfatória que eu fiquei doida para ver o filme já que eu via muitas pessoas postando no Twitter "Mrs. Darcy <3" e eu não entendi o por quê. 
Agora eu sou uma do Team Darcy haha'
A família Bennet é bem grande, composta por cinco irmãs, todas já apresentadas a sociedade. Jane é a mais velha e a mais bonita, logo em seguida vem Lizzie, Kitty e Lydia (que são as mais escandalosas) e Mary que mais se parece com Lizzie. A Sra. Bennet sofre dos nervos (ela ressalta isso durante o filme inteiro), e faz de tudo para que suas filhas logo se casem e salvem a família da miséria.

Orgulho e Preconceito : foto Kelly Reilly, Matthew MacFadyenJá no começo do filme acontece o primeiro baile, onde as irmãs Bennet irão conhecer o Sr. Bingley, um jovem que ganha 5 mil libras por ano, e a Sra. Bennet espera que uma de suas filhas casem com ele.
Ai temos.... Mrs. Darcy! 
Ele entra em cena junto com Sr. Bingley e a irmã do mesmo. Como 1° impressão é descrito como "uma pobre alma infeliz" nas palavras de Lizzie.
Logo Jane e Sr. Bingley dançam juntos e alimentam esperanças  para a família. Já o Sr. Darcy é anti social durante todo o baile.

"Lizzie: O sr dança, Mrs. Darcy?
Darcy: Não se eu puder evitar."

Orgulho e Preconceito : foto Joe Wright, Keira Knightley, Tom HollanderCarrancudo, anti social e pouco falante. Este é o Mrs. Darcy.
Após o baile, Jane é convidada para um jantar na mansão de Bingley, mas por causa de sua mãe, ela fica doente ao pegar um resfriado ao ir a mansão de cavalo. Jane e Lizzie ficam por um tempo na mansão de Bingley, até Jane se recuperar. Logo depois tem a chegada da milícia no povoado, chamando a atenção de Lydia e Kitty. E a introdução de Mrs. Wickham. 


"O nome dele é Sr. Collins e ele é nosso horrendo primo"

Sr. Collins passa um periodo na casa das Bennet's, com uma intenção de casar com uma de suas primas e herdar parte da herança de Lady Catherine De bourgh. Porém, Lizzie recusa alto e claro seu pedido de noivado.
Se delongas, pois há a 1° dança entre Lizzie e Darcy, porém Mrs. Wickham já havia revelado qual era a "verdadeira" intenção de Sr. Darcy há muito tempo atrás, deixando Lizzie nada contente. Outra cobra no jardim... 

Orgulho e Preconceito : foto Joe Wright, Keira KnightleyA irmã de Bingley o convence que não está apaixonado por Jane e ele vai embora, deixando a mesma desamparada, partindo então para Londres.
Lizzie então visita uma boa amiga, Charlotte que se casa com Sr. Collins apenas pelo mesmo, oferecer abrigo e proteção. Durante a visita, Lizzie encontra Sr. Darcy como convidado na mansão de Lady de Bourgh.
(A cena mais queridinha do filme!) Lizzie descobre que foi o Sr. Darcy quem induziu Bingley a não se casar com Jane, ao mesmo tempo, Darcy revela seus sentimentos por Lizzie e até mesmo a pede em casamento.

"Lizzie: Eu não entendo
Darcy: Eu a amo. Ardentemente"

Orgulho e Preconceito : foto Brenda Blethyn, Joe Wright, Keira KnightleyÉ claro que com todas as objeções sobre sua irmã e uma versão de Mrs. Wickham, Lizzie sem hesitar um segundo dispensa Mrs. Darcy, e o mesmo explica a verdadeira versão da mesma história contada pelo militar.
(...) Lizzie faz uma visita a mansão de Darcy, Permberly com os tios durante o verão, alguns meses depois da declaração de Sr. Darcy. Vale ressaltar que Sr. Darcy faz de tudo para conquistar a afeição de Lizzie, por isso o Sr. Carrancudo que vimos no começo do filme se foi.

O 1° casamento do filme é o de Lydia com... Mrs. Wickham? Sim, quando Lydia foge, ela volta casada com o militar, mas antes, foi pago um enorme dote (dinheiro) para que os dois se casassem.
A última parte do filme tudo se acerta. Há dois casamentos, mas não é difícil de se adivinhar. 

Orgulho e Preconceito : foto Keira Knightley, Matthew MacFadyenLivro x Filme
Não tenho muito o que dizer sobre as diferenças entre os dois, pois a adaptação é bem fiel, claro que no livro há muito mais detalhes, mas o filme mostrou os mais importantes e eu não senti falta de nenhum detalhe importante que vi no livro.
A narrativa do livro se concentra mais em diálogos, enquanto o filme mais ilustra as paisagens, e ainda bem que Joe Wright pensou bem nisso, por que só assim veríamos a beleza de Pemberly, a casa de Mrs. Darcy.

Deixo então, três vídeos:
Trailer: 

O filme completo:

 E um final alternativo inédito que é contido apenas na versão americana (deixo o link, pois não consegui incluir aqui no post )

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Depósito da Pipoca & Livros Entre Linhas: Marley & Eu






Nome: Marley & Eu.
N°Páginas: 304.
Autores: John Grogan.
Editora: Ediouro.

Duração: 1h 40min 

Diretor: David Frankel
Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Eric Dane
Gênero: Comédia.
Lançado: 2008
Relatórios: Filme/Livro.
Sinopse filme: John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se recentemente e decidiram começar nova vida em West Palm Beach, na Flórida. Lá eles trabalham em jornais concorrentes, compram um imóvel e enfrentam os desafios de uma vida em conjunto. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro para a esposa. John aceita a sugestão e adota Marley, um labrador de 5 kg que logo se transforma em um grande cachorro de 45 kg, o que torna a casa deles um caos.

Assim como Harry Potter entre outros, esse é um daqueles livros/filmes que todo mundo já sabe a história. Então por que eu estou resenhando? Oras, o blog é meu e eu falo o que eu quiser, mas como essa resposta/verdade pode soar um pouco grosseiro, a outra resposta é que quero compartilhar as emoções que esse livro me fez viver e o que ele significa para mim.


Vamos entrar na minha cápsula do tempo mental, (cuja qual vivo pegando carona mais que o bonde para a realidade, mas enfim), e voltar para o natal de 2010. Eu encontraria uma garota de 12 anos chorando enquanto espera a mãe sair da manicure justo porque chegou na fatídica parte mais triste do livro enquanto alguma alma tenta me oferecer um copo d'água e me olha confuso perguntando porque diabos estou chorando com um livro, afinal, que tipo de ET chora em livros, não é?! (a autora informa: isso foi uma ironia).


"Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Água e alimento já são o suficiente. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre. Esperto ou não. Inteligente ou não. Entregue o seu coração e ele dará o dele. De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas nos fazem sentir extraordinários?"

Naquela época meu amor/vicio incondicional por livros ainda estava em download 60%, então tudo que eu lia me marcava de um jeito extremamente marcável. Lembro que um ano antes eu tinha abandonado o livro porque eu era uma pessoa que abandonava livros, mas graças que isso não continuou, tomei vergonha e consciência na cara junto com a melhor decisão de continuar lendo. Tenho feito isso desde então sempre que a vontade de abandonar aparece. E isso foi uma das coisas que aprendi com esse livro, algumas delas não estão relacionadas diretamente com a história em si. Pular do 60% para o 100% obsessão por livros carregado com sucesso entra para essa lista.


Mas vou contar a história do meu ponto de vista do mesmo jeito, por azar sorte de vocês.

Ah sim, antes ressalto que o fato John Grogan (É a primeira vez que percebo o quanto esse nome me lembra John Green O.o), ter escrito á própria história foi o que mais me chamou atenção, afinal, quantos livros de histórias reais e não maçantes que você conhece? Eu não faço ideia, mas recomendo esse livro sempre que alguém sugere algo do tipo, (bem, o que é quase nunca, já que essa foi a primeira vez que digo isso, enfim).



É muito gostoso acompanhar o crescimento de Marley assim como o amadurecimento pessoal do autor. Suas crises, viagens, entrevistas de emprego. frustrações, as ideias malucas de Jeni, sua esposa e o fato de que agora irei falar a frase mais clichê de todas, mas muitos se recusam viver essa verdade ou se negam a acreditar que essa é a realidade: nada é para sempre, por mais que algumas coisas ou situações sejam <insira adjetivo aqui>, assim como isso se deu início em algum momento, sempre haverá um ponto final, (eu espero que vocês se lembrem de colocar pontos finais u.u). A única eternidade concreta será o peso que você vai carregar se não viver seu momento atual por completo, seja qual for, seja lá o que você quer fazer ou dizer. (Isso merece Tumblr, meu povo).


"Nossos animais de estimação têm vida tão curta e, ainda assim, passam a maior parte do tempo esperando que voltemos para casa todos os dias. É impressionante quanto amor e alegria eles trazem para nossas vidas, e quanto nos aproximamos uns dos outros por causa deles."


Okay, eu disse que ia contar a história, I didn't forget!

O livro começa com John recém casado e passando por toda aquela magia de começar uma vida acompanhado de alguém. Indo atrás de emprego para se sustentar, enfim, tentando ganhar a vida. Até que Jeni aparece com uma ideia de querer ter filhos, mas John continua com um pé atrás, por isso sugere que antes comprem um cachorro para por os dois em teste e ver se dão conta do recado de manter viva uma vida que dependem deles. Normalidades everywhere.


"Poderíamos ter comprado um pequeno iate com o que nós gastamos com o nosso cachorro e tudo que ele destruiu. Mas, me pergunto: quantos iates ficam esperando junto a porta o dia inteiro até você voltar? Quantos vivem esperando a chance de subir no seu colo ou descer a colina com você em um tobogã, lambendo o seu rosto?"

Mas por sorte do destino, acabaram escolhendo o Cão de Liquidação, e como todo produto barato demais geralmente vem com defeito, o labrador escolhido não fugiu dessa regra. Em homenagem a Bob Marley, o labrador Marley é uma pilha de energia distribuída em quatro patas e um rabo que nunca para de balançar. Mesmo com seus desastrosos medo de tempestades (Zeus, seu malvado sem coração...okay, não lance raios em mim!), Marley ao longo do livro prova que mesmo sendo um pouco desequilibrado, seu coração é ainda maior que seu tamanho. Sim, me identifiquei com o cachorro, mas como eu disse normalidades everywhere. Dócil no sentido mais confuso da palavra, Marley é o exemplo do ditado "O melhor amigo do homem", e nos ensina fidelidade é uma coisa simples e pura, assim como os melhores detalhes da vida e são os seres humanos que corrompem o significado das coisas.



Me controlei para não soltar spoilers, mesmo que todos já saibam.
As diferenças entre livro e filme são gritantes! Não posso falar tudo, claro, mas o livro tem uma pegada mais emocional, que te faz refletir com coisas do dia, como por exemplo, "Será que vale a pena investir em certas coisas que provavelmente afetaram todo o resto de sua vida?" Sim, fofo desse jeito. As dificuldades para Jeni conseguir ter filhos, os excessos de "marlices" que Marley cometeu e quase o expulsaram de casa, tudo entrecruzado com as experiências pessoas de Grogan. E eu posso contar nos dedos de uma mão os livros que me fizeram chorar, esse é o primeiro da lista.


"Talvez ele detivesse o segredo da boa vida, nunca se deter, nunca olhar para trás, viver cada dia com impulso, vivacidade, curiosidade e disposição adolescente. Se pensarmos que somos jovens, então talvez o sejamos, não importa o que diga o passar dos anos."

Os Verdadeiros *OO*
Já o filme tem um apelo sexual muito nítido, partes cruciais foram cortadas e outras acrescentadas para provocar risos e tapar buracos. Não me fez chorar tanto quando no livro, pois até o momento da <spoilers mode on here!> morte de Marley foi muito alterado, pois o labrador passa por diversas crises antes da morte e o autor relata de um modo tão... do jeito que aconteceu que me fez chorar antes do momento H em si. <spoilers off> O filme é sim engraçadinho e comoventesinho no final, nada mais que isso.

Dica: Mesmo já tendo assistido ao filme, leia o livro mesmo assim, pois eu também fiz nessa ordem. Cinco patas de cachorro e entrada nos favoritos, COM CERTEZA! É um livro diferente em vários aspectos e precisa estar nos lidos de todo mundo, sem mais.




"Te amo apesar de tudo, ou talvez por causa de tudo."

 Representando a nota, que tal 5 Odie's que se dariam muito bem com o quietinho Marley?

Trailer:


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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Depósito da Pipoca: O Garoto de Liverpool



Titulo: O Garoto de Liverpool. 
Elenco: Aaron Taylor Johnson, Kristin Scott Thomas, Anne Marie-Duff.
Direção: Sam Taylor Johnson. 
Gênero: Biografia, Drama, Musical. 
Nacionalidade: Canadá, Reino Unido. 
Ano: 2010. 
Sinopse: John Lennon (Aaron Johnson) é um jovem que não aceita bem as regras impostas na escola e dentro de casa. Abandonado pela mãe quando tinha cinco anos, ele vive com seus tios George (David Threfall) e Mimi (Kristin Scott Thomas). Quando George morre, Lennon é obrigado a viver com Mimi, extremamente austera e sisuda. No funeral do tio ele vê sua mãe (Anne-Marie Duff), que se mantém afastada. Seu primo consegue o endereço dela, o que faz com que Lennon resolva visitá-la. O reencontro com o filho é a realização de um sonho para Julia, que passa cada vez mais seu tempo com ele. Animada e um tanto quanto inconsequente, ela apresenta ao filho o rock'n'roll. Logo, desperta nele a vontade de montar uma banda de rock.




A vida de Lennon antes de começar a tocar na (melhor) banda (que já existiu) é contada inteligentemente neste filme. Aaron interpreta brilhantemente o garoto teimoso que John era na adolescência, como ele desobedecia sua tia Mimi (a que foi designada a cuidar dele depois que sua mãe partiu na infância) regularmente. Ele e a tia não se davam bem, e John suportava bem pelo seu tio Geoge, mas quando ele morre, John se vê ainda mais rebelde.

O Garoto de Liverpool : foto
No velório de seu tio, eis que sua mãe, Julia aparece, e de um dia para o outro ela volta em sua vida, colocando John na linha, ensinando tudo sobre Rock  (obrigado, Julia)  , mas se afastando ainda mais de Mimi. Existe uma razão para que Julia tenha sumido por todos esses anos: o pai de John o tentou levar para a Austrália, e Julia não o conseguiu convencer de deixar o seu filho com a mãe, até que Mimi o cria como se fosse seu filho. Julia virou as costas para ele, digo, por que ela mesma não pegou John para ser criado em sua casa?


Julia vive com outro homem e tem outros filhos quando ela retorna a vida do filho anos depois, e a volta de John traz prolemas psicológicos e financeiros a sua mãe.

Enquanto tudo isso acontece, John se foca cada vez mais na formação da sua banda, visto que as garotas são loucas pelo Elvis Presley, (dá pra ver nas fotos o estilo do cabelo e das roupas são semelhantes certo?).

O Garoto de Liverpool : Foto Anne-Marie Duff, Sam Taylor-Johnson

O recrutamento da banda é feito, e o primeiro show deles é um sucesso, a formação da banda é composta por garotos de seu colégio (vale ressaltar que as notas de John caem agressivamente e Mimi fica furiosa), inclusive Paul McCartney e George Harrison! (OMG, OMG, OMG!)
No entanto, sua amizade com Paul não começou as mil maravilhas, por Paul ser um garoto certinho, ele foi rejeitado de inicio por John quando fez o "teste" para entrar na banda, mas logo cedeu. 


Quando Julia morre em um acidente de carro (ao mesmo tempo em que ela finalmente acertou as coisas com Mimi, um relacionamento perfeito entre irmãs e até mesmo John) deixa o mesmo em pedaços, por assim dizer, como John suportaria perder sua mãe pela segunda vez e desta vez para sempre? Paul, é claro, o ajuda nesse momento.



Nota: Hello Little Girl é tocada, e devo dizer que a semelhança da voz de Aaron com a de John é espantosamente semelhante! :O

O Garoto de Liverpool : Foto Aaron Taylor-Johnson, Sam Taylor-Johnson, Thomas Brodie-Sangster

Considerações finais: O filme ganha pontos por ser autobiográfico de John Lennon, mais alguns pontos pela incrível produção por realmente parecer que o enredo se passa nos anos 50/60's, e mais alguns pontos por mostrar Paul, John e George antes da fama. Preciso dizer mais?


Trailer:







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