sábado, 28 de dezembro de 2013

Livros Entre Linhas: A Crônica do Fogo


Nome do Mundo: A Crônica do Fogo.
Universo: Os Livros do Princípio.
Outros do Mesmo Planeta: 
3°: The Black Reckoning (?)   
Dimensão: 312 páginas.
Criador: John Stephens.
Data de Nascimento: 
BRA: 2013 / USA: 2012.
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Suma das Letras.
Relatório Completo: Skoob.
Onde Obter: Submarino - Saraiva - Livraria Cultura
Sinopse: Kate, Michael e Emma só queriam salvar sua família, mas acabam envolvidos numa perigosa aventura para salvar o mundo. Segundo livro da trilogia Os Livros do Princípio, do roteirista, diretor e produtor hollywoodiano John Stephens, A Crônica do Fogo retoma o ritmo de O Atlas Esmeralda, com referências claras aos universos de J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling. Depois de um inverno tumultuado, Kate, Michael e Emma continuam a busca pelos pais desaparecidos. Porém, o mago Stanislaus Pym esconde os irmãos no Lar Edgar Allan Poe para Órfãos Incorrigíveis e Desamparados, como uma forma de protegê-los. No entanto, o esconderijo das crianças é logo descoberto por seus inimigos, e uma perseguição frenética envia Kate ao passado. Publicada em mais de 35 países, a saga tem, nesta continuação, viagens no tempo e grandes reviravoltas. Repleto de suspense e cheio de humor e aventura, o segundo volume da trilogia levará Kate, Michael e Emma cada vez mais perto da magia que pode salvá-los ou destruí-los.

A resenha é livre de spoilers, mas aconselho (mentira, tô mandando) vocês lerem a resenha do 1° livro para entederam do que e de quem estou falando #ficadica (Um pouco de hashtagas não mata ninguém, certo? Eu sei, errado, whatever).

Parece que foi ontem quando resolvi criar o blog com a neck Isa. Eu me enrolei nas cobertas e mesmo com aquele frio de cair meus dedos, LITERALMENTE (ou nem tanto, mas o que prevalece é o quanto doeu), naquele inverno de julho misturado com o clima esmagador de fim de férias. Foi nesse ambiente MUITO oportuno que escrevi minha primeira resenha do blog, O Atlas Esmeralda. I'll never forget, man. Cá estou eu para apresentar a vocês a continuação dessa mistura de estilos que resultou em um livro magicamente leve.

Alguns meses se passaram desde o final do último livro, (juro que se eu lembrasse, escreveria aqui como foi). Kate, Emma e Michael estão em seu antigo orfanato o Lar Edgar Allan Poe para Órfãos Incorrigíveis. Só Leitores Sabem o quanto esse nome perfeito significa. Mesmo depois de meses, os acontecimentos continuam latejando em suas memórias e a falta de um novo plano por parte do mago Pym, na verdade a falta de qualquer notícia dele, faz a mente dos irmãos de transformar uma pilha de nervos.

A velha chata dona do orfanato (que de tão importante na minha vida, nem lembro o nome) organizou uma festa para tentar "vender" alguns órfãos. (Não sei porque usei aspas, ela queria vender mesmo). E assim como a calda de um cometa, a confusão parece seguir os três irmãos em todo lugar, logo os gritões/soldados malvados saídos do pântano e com a aparência de um chegam para acabar com a festa e ocasionalmente com a vida dos três. Agora eles sabem que há um mago poderossímo chamado Magnus Medonho (cof, nem fui no Google pra descubrir, cof) que até o grande Pym teme, atrás disso tudo a  Condessa que enfrentaram no livro anterior parece ser só uma entrada. Mas agora Kate também já sabe do seu poder ligado com o Atlas/Livro que controla o tempo e tenta mandar os gritões para o passado. But, something it's wrong e Kate é sugada para dentro do Atlas, levada para o desconhecido.


"- Mas Kate me deixou no comando, lembra? Na sala da srta. Crumley, ela disse "Cuide de Emma".
- Deve ter sido porque ela viu você primeiro. Se tivesse me visto, provavelmente teria dito, "Emma, cuide de Michael!Ele realmente precisa!"

Michael sabe que agora ele é o irmão mais velho e quem deve comandar as rédeas, pois para manter Emma na linha não é preciso fazer algo muito diferente disso. E se no livro anterior, as atenções eram só para Kate e sua ligação com o primeiro Livro do Princípio, agora é a vez de Michael encontrar o seu livro. 
Antes da curiosidade que eu sei que vocês estão sentindo em descubrir qual será o poder de Michael, já que Kate controla o tempo, é hora do programa "Explicações com o professor/mago Stanislaus Pym".

Há muito, MUITO tempo, (tanto tempo que eu não lembro direito, so sorry me se alguns erros surgirem), esses livros foram criados. Um controlava o tempo, o outro a vida e o último (adivinhem, te dou o tempo que será necesssário para ler essa frase completa...) a morte (selo Hades de qualidade). Então houve uma guerra entre os magos interessados pelos Livros do Princípio que não estavam mais entrando em um acordo. Isso obrigou alguém a escondê-los em lugares e tempos diferentes (Dumbledore nunca deixaria isso acontecer, mas enfim) e encontrá-los ficou ainda mais difícil que ir e voltar pelo mesmo caminho no Labirinto de Dédalo. (Percy não aprova). Anyway, depois de muita briga o tal mago malvado do Magnus Medonho conseguiu ser contido, mas nada nunca é para sempre (só se você for vilão. Ai sim se você ganhar será para sempre. A vida tem dessas coisas), "a promessa de retorno" sempre foi certa. Nesse caso combinaria mais com renovação, but no spoilers. Enfim, fim da aula de explicações com o professor/mago blá-blá.

Agora Michael junto com Emma, Pym e Gabriel/o gigante preferido de Emma (E meu também <3) "embarcam nessa jornada" (frases sessão da tarde) para ir em busca do 2° livro do princípio, but remember, nem tudo é SÓ que parecer ser e Michael acaba encontrando muito mais coisas que apenas um livro.

MAS NÃO ACABA POR AQUI NÃO. Lembra da perdida Kate? Pois bem, ela acorda na rua, em uma manhã de nevasca em Londres, perto da virada de ano 1889 (ao invés de se achar sortuda, ela reclama, como pôde?). E galera, Londres vitoriana foi muito bem retratada <3 Lá encontra um orfanato, sim, Kate, orfanatos everywhere, onde descobre crianças que foram abandonadas por poderem fazer magia e muitas vezes são capturadas para trabalharem como escravos. Outra coisa que ainda a supreendeu foi o fato de o mundo magico e o normal/mundano coexistirem juntos, ou seja, você podia andar na rua e ver anões (sem piadas maldosas!), poções a venda (se bem que hoje ainda tem pregado nos postes o telefone de onde encontrar poções do amor,  nevermind), entre outras coisas fora do comum para humanos. Mas antes que possa se acostumar com isso, tudo acabará nessa virada de ano. O pior de tudo? Bem, como não pode existir 2 Atlas ao mesmo tempo na mesma época, o exemplar que a trouxe desapareceu e a cópia original está no castelo de Cambrigde Falls, há centenas de quilômetros. 

Dentre os órfão que conhece, há Ralfe (<3 eterno), o mais velho e responsável por fazer... trabalhos fora, digamos. Ralfe tem muitos segredos (afinal, os melhores sempre são misteriosos). Um deles é o de já ter visto Kate em algum lugar, e vou parar por aqui para chantagiar vocês a ler. Minha bondade nunca acaba, eu sei.

Eu não tenho o que reclamar do livro. Como a sinopse já fala, "o autor faz referências claras a J.K. Rowling e Tolkien" (e Desventuras em Série também, que eu estou ligada). Mas lendo o livro, só posso concluir que Stephens é um nerd viciado em ficção que teve uma ótimo ideia de enredo e mesclou um pouco com detalhes dos livros desses autores divos. O resultado eu já contei, volte 10 parágrafos e reveja. A narrativa é em terceira pessoa, o que geralmente não me agrada quando o autor não sabe nos manter próximos dos acontecimentos, mas John não teve esse problema. Ele possue humor engraçado, (afinal se não for engraçado não é humor, am I right?) e os diálogos são HILÁRIOS, até mesmo os personagens que 'fazem papel' de chatos soam como se estivesse ironizando eles mesmos. Okay, acho que não deu para entender nada da última frase (do texto inteiro), mas okay. E, queridos aspirantes de literatura fantástica, nesse livro, The fantasy NEVER ends! E não foi preciso uma linguagem rebuscada, ao contrário, babies. Se eu fosse comparar a escrita com comida (papo de gordo agora), eu diria que sairia uma mistura de creme de sorvete com pedaços de algodão doce. Diabetes mode on.

Última nota and I promise that I stop: personagens cativantes, você pode esquecer os nomes, mas seu coração nunca esquecerá deles! Elfos à la filhos de afrodite. "Crescimento e amadurecimento dos personagens principais". E fãs de Smaug do Hobbit, há uma surpresa BIGGER para vocês.

Desculpem pela resenha grande (Sorry, but I not sorry), mas isso que dá quando 1: se ama o livro 2: ama escrever e 3: não tem ninguém para falar sobre. Sorry again pela falta de quotes, esqueci de anotar enquanto lia, opa!


Representando a nota do livro (afinal, nunca faço isso), 4 foguinhos da Audácia! E não me perguntem o que tem a ver: A Crônica do FOGO > CHAMAS da Audácia, sentido?




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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Livros Entre Linhas: A Ilha dos Dissidentes



Nome do Mundo: A Ilha dos Dissidentes.
Universo: Trilogia Anômalos.
Do Mesmo Planeta:
2°: A Ameaça Invisível
3°: ??
Dimensão: 303  páginas. 
Criadora: Bárbara Morais
Data de Nascimento: 
BRA: 2013.
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Gutengerg
Relatório Completo: Skoob
Sinopse: SER LEVADA PARA uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.


Se você é uma pessoa que acompanha blogs literários, provavelmente reconheceu o nome da autora, a Bárbara do Nem Um Pouco Épico, que é meu blog favorito de todos os tempos. Isso quer dizer, obviamente, que é um livro nacional, e pasmem, que não existe só Machado de Assis na literatura brasileira.


"São três regras muito simples: você não diz para ninguém o que se passa por aqui; você não faz alarde que é parte da turma; você sempre respeita os outros membros. Se você as descumprir, sua vida vira um inferno, certo?"

O livro tem uma leitura tão fluída e viciante que eu o li em menos de 24h (pois não, eu não vou falar simplesmente um monótono "em um dia"). E fiquei feliz em perceber que sim, há BRASILEIROS que não se deixam levar por esse papo de "ser escritor no Brasil é patético" e investem no seu sonho de seguir o caminho maravilhoso das palavras. E nada de "o que vale a intenção" o resultado ficou realmente MUITO bom e bem feito! Me animou até a continuar escrevendo meu livro, pois sim, eu sigo essa carreira "patética".


"Segredos nunca me deixam confortáveis porque sempre há alguém que quer tirá-los de você. E eu já vi exatamente o que acontece quando alguém está determinado a descobri-lós."

Imaginem a união de distopia com X-man? Adicione uma pitada (mentira, despeja tudo) de diálogos dinâmicos e hilários, mais meio tudo de super bonder, pois eu não conseguia largar de jeito nenhum. Embrulhe nessa capa linda e TCHRAN, A Ilha dos Dissidentes para vocês! (Eu iria chamar de AIDD, mas acho que ficou meio estranho, hm)

Mas vamos à história do livro, acho que foi para isso que vocês (fantasminhas do Pac-man) clicaram aqui, am I right?


"Algo tão sigiloso assim, e eles confiam em quatro adolescentes ainda na escola? Só eu percebo algo de errado nisso?"

Como é o 1° livro da trilogia, é BEEEM introdutório, então a autora separou uma boa parte para explicar qual desgraça aconteceu no mundo desta vez e tudo que o sucedeu. Agora existe a União  e o Império do Sol, ambos vivem em pé de guerra há MUITO tempo, onde aparentemente nunca haverá um acordo que agrade os dois lados. Principalmente devido ao preconceito que 'os mutantes', conhecidos como Anômalos sofrem, sendo obrigado morar em lugares separados, usar sempre algum detalhe amarelo chamativo para poderem ser distinguidos e permanecer o mais longe possível dos humanos normais/sem graça. ALGUMA SEMELHANÇA COM O MUNDO REAL É MERAMENTE COINCIDÊNCIA.


"-Certo. Qual a missão dessa vez?
-Certo, é muito simples.
Mas não é. Nunca é. Simples é uma palavra que não existe na minha vida."

E é nessa fofura de mundo que vive Sybil, (sim, se acostumem com nomes à la estranheza, mas prefiro a ter que aguentar "Anas, Marias, Joãos"),  a protagonista de 16 anos e narradora da história. Ela vivia em Kali, uma cidade zona de guerra pertencente à União. Por ser órfã, passou a vida morando em um orfanato, dividindo os poucos suprimentos com as várias crianças e perdendo conhecidos toda semana. Até que ela é sorteada para viver como refugiada no continente pacífico, porém o navio em que estava foi naufragado e todos que embarcaram nele morreram. Exceto Sybil. O motivo? Ela não sabia até então, mas possuía o DNA de um Anômalo. Seu poder era a capacidade de respirar debaixo d'água (será que há mais algum? Hm, no spoiler).


"Esse sempre foi meu maior medo: morrer e ninguém saber. E se ninguém se importar?"

O governo a envia então para Pandora, o lugar reservado apenas para Anômalos morarem. Sybil terá uma nova família, começará a frequentar escola... E ter aulas especiais para treinar seu poder! 

Até quase a metade do livro, a história estava normal, considerando todo o lance das mutações e cenário distopico. Comecei a me surpreender mesmo depois da aula de desafios da temida TecEsp, uma matéria sigilosa onde apenas poucos alunos selecionados participam. Sybil foi escolhida por ter nascido em uma zona de guerra e por isso seu treinamento militar é bem elevado.

 O que ninguém sabia era que as pessoas que mais se destacassem e vencesse a competição seriam selecionados para fazer parte de alguma missão. As missões são feitas pelo governo, onde é escolhido um grupo de adolescentes para realizar alguma tarefa concedida a eles e nada do que acontecer lá pode ser compartilhado com ninguém, e é melhor não saber qual será a consequência.



"Ela não parece, em nenhum momento, a garota de 15 anos insegura que conheci no trem. Seu rosto não está por inteiro no meu campo de visão, mas o que vejo é fúria."

Sybil, junto com 3 amigos, vão em busca de 2 arquivos que foram incumbidos de buscar e se para eles a chance de CHEGAR lá com vida já era mínima, as revelações descobertas são ainda mais impossíveis de acreditar.

Eu adorei o livro. Acho que deu pra perceber isso quando disse que engoli de uma vez só. E tudo contribui para uma leitura emocionante e agradável. A narração em 1° pessoa bem típica de distopias, nos aproxima mais da história e é como se tudo acontecesse bem na sua frente. É tudo bem imaginável (se essa palavra não existeia, a inventei agora). Eu consegui, no MEU ponto de vista, perceber certas semelhanças com outras distopias. Sybil, porte pequeno, mas com uma personalidade forte e mentalidade dura na queda. Hello, Tris Prior? E isso foi só um exemplo.


"Que tipo de mundo é esse? O mesmo tipo de mundo que permite que crianças morram de fome e sejam usadas como cobaias. Eu já deveria estar acostumada. Porém, de alguma corma, não me importar é impossível."

Cada personagem possui características bem distinguidas e os principais são marcantes. Leon (<3) pode ser cego, mas ele possue todos os outros sentidos bem aguçados e Andrei têm uma mutação aquática igual Sybil, mas o que realmente conquista é seu humor palhaço máster. E tenho que falar, esses personagem possuem uma mania de ficar encostando testa com testa, but whatever.


"Tenho muito potencial? - diz ele rindo. - Muito potencial para quê? Navegar os sete mares e conversar com animais aquáticos?
- Não precisamos só de seus poderes. Nós precisamos de inteligência e isso é algo que você tem em abundância.
- Você não deve ter conversado com os meus professores dos últimos anos.



Eu gostei da textura grossa das páginas de cor creme, mas acho que a diagramação poderia ter sido mais trabalhada, principalmente os inícios de capítulos. Não atrapalha em nada, claro, mas eu achei muito simples. Também encontrei alguns errinhos de revisão, mas se aplica o mesmo com o detalhe anterior. (Sim, preguiça de escrever "Não atrapalha em nada" again. Tanto que isso foi um ctrl c ctrl v)


"-Todo mundo tem um preço. - Ele concorda e agradeço mentalmente por não estar sorrindo. Aquilo tornaria tudo pior.
- Algumas pessoas têm um preço que é caro demais para ser pago."

Espero mais adrenalina e espaço para os personagens no 2° volume! E WOW, O QUE É ESSSA CAPA? TENHO VONTADE DE PULAR DE BUNGEE-JUMP QUANDO ENCARO MUITO TEMPO. Well, é isso galerinha, um dos melhores livros nacionais contemporâneos que já li. Temos muito potencial, SIM!


Quatro As de Anomâlo (Hey, da para fazer uma música do alfabeto começando com isso, não?) como nota. Na verdade é 4,5, mas achei que seria desrespeitoso adicionar um "A" picado pela metade. Sim, respeito com as imagem, mas não com o Papai Noel, tentem me entender. Mas o livro merece por fazer uma mutação da literatura nacional e elevar para outro patamar!




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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Depósito da Pipoca: Orgulho e Preconceito


Hey people! Como eu havia dito, vocês infelizmente ainda iriam me ver por aqui antes do Ano-novo (ou eu disse antes do Natal?), nevermind... Hoje irei resenhar simplesmente uma das melhores adaptações já feitas, e estou falando da versão de 2005, não a mais antiga.
Ps: Eu já li o livro, mas a linguagem de Austen é um pouco complexa, e requer muita atenção. Como eu tenho uma memória de peixe, não me lembro muito do livro, caso eu decida reler durante a faculdade (o que é muito provável), eu posto a resenha aqui.


Orgulho e Preconceito : fotoTitulo: Pride and Prejudice
Elenco: Keira Knightley, Rosamund Pike, Matthew Macfadyen, Jena Malone, Talulah Riley, Brenda Blethyn, Carey Mulligan.
Direção: Joey Wright.
Gênero: Drama, Romance. 
Nacionalidade:  Reino Unido. 
Ano: 2005
Sinopse: Inglaterra, 1797.
As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro.
Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland).
Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas.
Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen).
Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

Well, let's go.
A minha primeira impressão ao ler o livro foi muito satisfatória, tão satisfatória que eu fiquei doida para ver o filme já que eu via muitas pessoas postando no Twitter "Mrs. Darcy <3" e eu não entendi o por quê. 
Agora eu sou uma do Team Darcy haha'
A família Bennet é bem grande, composta por cinco irmãs, todas já apresentadas a sociedade. Jane é a mais velha e a mais bonita, logo em seguida vem Lizzie, Kitty e Lydia (que são as mais escandalosas) e Mary que mais se parece com Lizzie. A Sra. Bennet sofre dos nervos (ela ressalta isso durante o filme inteiro), e faz de tudo para que suas filhas logo se casem e salvem a família da miséria.

Orgulho e Preconceito : foto Kelly Reilly, Matthew MacFadyenJá no começo do filme acontece o primeiro baile, onde as irmãs Bennet irão conhecer o Sr. Bingley, um jovem que ganha 5 mil libras por ano, e a Sra. Bennet espera que uma de suas filhas casem com ele.
Ai temos.... Mrs. Darcy! 
Ele entra em cena junto com Sr. Bingley e a irmã do mesmo. Como 1° impressão é descrito como "uma pobre alma infeliz" nas palavras de Lizzie.
Logo Jane e Sr. Bingley dançam juntos e alimentam esperanças  para a família. Já o Sr. Darcy é anti social durante todo o baile.

"Lizzie: O sr dança, Mrs. Darcy?
Darcy: Não se eu puder evitar."

Orgulho e Preconceito : foto Joe Wright, Keira Knightley, Tom HollanderCarrancudo, anti social e pouco falante. Este é o Mrs. Darcy.
Após o baile, Jane é convidada para um jantar na mansão de Bingley, mas por causa de sua mãe, ela fica doente ao pegar um resfriado ao ir a mansão de cavalo. Jane e Lizzie ficam por um tempo na mansão de Bingley, até Jane se recuperar. Logo depois tem a chegada da milícia no povoado, chamando a atenção de Lydia e Kitty. E a introdução de Mrs. Wickham. 


"O nome dele é Sr. Collins e ele é nosso horrendo primo"

Sr. Collins passa um periodo na casa das Bennet's, com uma intenção de casar com uma de suas primas e herdar parte da herança de Lady Catherine De bourgh. Porém, Lizzie recusa alto e claro seu pedido de noivado.
Se delongas, pois há a 1° dança entre Lizzie e Darcy, porém Mrs. Wickham já havia revelado qual era a "verdadeira" intenção de Sr. Darcy há muito tempo atrás, deixando Lizzie nada contente. Outra cobra no jardim... 

Orgulho e Preconceito : foto Joe Wright, Keira KnightleyA irmã de Bingley o convence que não está apaixonado por Jane e ele vai embora, deixando a mesma desamparada, partindo então para Londres.
Lizzie então visita uma boa amiga, Charlotte que se casa com Sr. Collins apenas pelo mesmo, oferecer abrigo e proteção. Durante a visita, Lizzie encontra Sr. Darcy como convidado na mansão de Lady de Bourgh.
(A cena mais queridinha do filme!) Lizzie descobre que foi o Sr. Darcy quem induziu Bingley a não se casar com Jane, ao mesmo tempo, Darcy revela seus sentimentos por Lizzie e até mesmo a pede em casamento.

"Lizzie: Eu não entendo
Darcy: Eu a amo. Ardentemente"

Orgulho e Preconceito : foto Brenda Blethyn, Joe Wright, Keira KnightleyÉ claro que com todas as objeções sobre sua irmã e uma versão de Mrs. Wickham, Lizzie sem hesitar um segundo dispensa Mrs. Darcy, e o mesmo explica a verdadeira versão da mesma história contada pelo militar.
(...) Lizzie faz uma visita a mansão de Darcy, Permberly com os tios durante o verão, alguns meses depois da declaração de Sr. Darcy. Vale ressaltar que Sr. Darcy faz de tudo para conquistar a afeição de Lizzie, por isso o Sr. Carrancudo que vimos no começo do filme se foi.

O 1° casamento do filme é o de Lydia com... Mrs. Wickham? Sim, quando Lydia foge, ela volta casada com o militar, mas antes, foi pago um enorme dote (dinheiro) para que os dois se casassem.
A última parte do filme tudo se acerta. Há dois casamentos, mas não é difícil de se adivinhar. 

Orgulho e Preconceito : foto Keira Knightley, Matthew MacFadyenLivro x Filme
Não tenho muito o que dizer sobre as diferenças entre os dois, pois a adaptação é bem fiel, claro que no livro há muito mais detalhes, mas o filme mostrou os mais importantes e eu não senti falta de nenhum detalhe importante que vi no livro.
A narrativa do livro se concentra mais em diálogos, enquanto o filme mais ilustra as paisagens, e ainda bem que Joe Wright pensou bem nisso, por que só assim veríamos a beleza de Pemberly, a casa de Mrs. Darcy.

Deixo então, três vídeos:
Trailer: 

O filme completo:

 E um final alternativo inédito que é contido apenas na versão americana (deixo o link, pois não consegui incluir aqui no post )

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