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domingo, 22 de dezembro de 2013

Especial Livros Entre Linhas: Free Four & The Transfer





Nome do Mundo: Free Four.
Universo: Divergente
Do Mesmo Planeta: 
0.5°: The Tranfer Free Four.
1°: Divergente.
2°: Insurgente.
3°: Convergente.
Dimensão: 12 páginas.
Criadora: Veronica Roth
Data de Nascimento: 
BRA: 2013. / US: 2012.
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Rocco.
Onde Obter: PDF
Relatório Completo: Skoob.
Sinopse: Veronica Roth, autora best-seller #1 do New York Times, reconta uma cena fundamental de Divergente (capítulo 13), a partir do ponto de vista de Tobias. Esta cena de doze páginas revela fatos desconhecidos e detalhes fascinantes sobre o personagem Quatro, seu passado, sua iniciação, e seus pensamentos sobre o nova iniciante da Audácia, Tris Prior



ATENÇÃO: NÃO LEIA ESSES CONTOS CASO AINDA NÃO TENHA LIDO DIVERGENTE. SERIA COMO COMER APENAS A COBERTURA DO BOLO E DEIXAR DE FORA OS BRIGADEIROS E O PRÓPRIO BOLO. LINDA MINHA METÁFORA, EU SEI.

Os fãs não se conformaram com apenas 3 livros. Veronica resolveu atender aos pedidos e preparou um livro com 4 contos narrados pelo Four <4, sim, sintam uma leve ironia. Por enquanto, apenas dois foram liberados. MAS A FOME AINDA NÃO FOI SACIADA. Anyway, neste livreto aqui, a história volta para aquela cena de Divergente onde Erick começa a amedrontar Michael por não querer ir buscar sua faca enquanto os outros Iniciantes ainda atiram, (fracote ele, não?) e Tris começa uma discussão para defendê-lo, mas acaba numa fria (frase de chamada sessão da tarde), além de é claro, ser chamada como nunca de Careta. E como todo bom Initiates sabe (também sabe o que quer dizer isso SEM IR AO GOOLE>PESQUISAR), assim que Tris se posiciona no centro do alvo, Tobia entra em cena para jogar tiro ao alvo com facas. Como não amar? Well, mas você já parou para pensar o que se passava pela mente de Four enquanto ele era obrigado a atirar para que Erick não desconfiar "de seus sentimentos" e ao mesmo tempo não queria que Tris o achasse tão babaca quanto o sr. E? Sim, em 12 páginas muitas revelações podem acontecer. No mínimo um gritinho por parágrafo. E não se surpreendam se toda aquela imagem máscula e imaculada que tinha do Tobias "amolecer" um pouquinho. Okay, vou parar de dar detalhes.

Nome do Mundo: The Transfer.
Universo: Divergente
Do Mesmo Planeta: 
0.5°: The Tranfer Free Four.
1°: Divergente.
2°: Insurgente.
3°: Convergente.
Dimensão: 50 páginas.
Criadora: Veronica Roth
Data de Nascimento: 
BRA & US: 2013. 
Onde Obter: LER
Relatório Completo: Skoob.
Sinopse: More Four! Fans of the Divergent series by #1 New York Times bestselling author Veronica Roth will be thrilled by "The Transfer," the first of four new short stories told from Four’s perspective. Each brief story explores the world of the Divergent series through the eyes of the mysterious but charismatic Tobias Eaton, revealing previously unknown facets of his personality, backstory, and relationships.





Great, Initiates! Se vocês chegaram até aqui é porque provaram seu valor para com as facções (mentira foi comigo mesmo). Enquanto em Free Four vemos um lado mais melosinho de Tobias, aqui neste conto descobrimos COMO FOI A INICIAÇÃO DE FOUR! (Gritos liberados... Now stop and keep reading). Já sabemos da história nada paternal que Tobias tem com seu pai, mas qual A história completa e aquela por trás disso? E será mesmo que aquele foi o único motivo de ele ter escolhido Audácia? (Apreciem minha frase clichê, kisses). Os pensamentos em seus últimos dias como Abnegado. Seu conflito mental durante a sua Cerimônia de Iniciação. O que o levou a colocar sua mão cortada na pedra faiscante de Audácia quando seu nome foi anunciado O encontro inesperado com a última pessoa que ele achava estar viva e como cereja do bolo, granulado no brigadeiro (chega de gordice), sua repulsa crescente sobre os novos métodos da Audácia, desvirtuado sua filosofia original. E tudo mais que Four pensa e sente SENDO NARRADO POR ELE. Eu já mencionei isso? Opa. Se depois de tudo isto você continua aqui sem ter clicado no link do "LER" imediatamente, TÁ ESPERANDO O QUE?! Eu só lamento a tradução estar tão ruim, mas entre esperar ficar fluente e ler de uma vez, bem, eu não escreveria isso se tivesse escolhido a primeira opção. NOW, go reading, GO.


sábado, 21 de dezembro de 2013

Livros Entre Linhas: Insurgente


Nome do Mundo: Insurgente.
Universo: Divergente
Do Mesmo Planeta: 
0.5°: The Tranfer e Free Four.
1°: Divergente.
3°: Convergente
Dimensão: 512 páginas.
Criadora: Veronica Roth
Data de Nascimento: 
BRA: 2013. / US: 2012.
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Rocco.
Onde Obter: Saraiva - Submarino - Livraria Cultura PDF
Relatório Completo: Skoob.
Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.





Como a falta de ganhar na mega-sena não me permiti comprar o livro, li Insurgente no Kindle na mesma tacada assim que terminei Divergente. Então minha mente às vezes funde os dois livros como um só, ainda mais porque esse segundo volume começa no exato ponto em que o anterior parou. A RESENHA CONTÉM ALGUNS SPOILERS/REVELAÇÕES DO ENREDO DE DIVERGENTE. Sim, sou uma alma bondosa por avisar, mereço um prêmio.


Agora as coisas então mais claras para Tris, pelo menos era o que deveria ser. A guerra já foi anunciada e a Erudição é a inimiga (eu sei, somos demais). Triz nunca se sentiu tão instável antes, mesmo quando descobriu ser na verdade Insurgente, uma pessoa que pertence há 3 lugares diferentes. Depois de ver seu pai e vários conhecidos morrerem na sua frente e de observar sua mãe se sacrificar para dar uma chance a ela, Tris sente que deveria ter morrido também. SIM, aquele chororo todo, sinto-lhes informar. Mas Tris (meus dedos insistem em digitar "Triz", então não se surpreendam caso vejam esse "z" maldito), faz isso de um jeito extreme. Ela faz a frase "potencialmente suicida" parecer brincadeira de vivo-ou-morto perto dela.

Com a Audácia e Abnegação praticamente destruídas, Four e Tris junto com colegas e sobreviventes vão para a sede da Amizade procurar refúgio e reforços. Mas quem sabe os Amigáveis não sejam tão amigos assim. Ou simplesmente a Tris que não sabe se comportar. Logo eles são praticamente espulsos e decidem fazer algo inesperado: pedir ajuda para os Sem-facção.


O fato de Tris deixar Tobias feliz era o que me fazia suportar as burradas irracionais que ela eventualmente cometia. Mas chegou um momento que nem ao menos o próprio boyfriend suportava as tentativas em vão que ela tinha de permanecer forte ao invés de simplesmente parar para pensar um pouco e "Espera ai, eu tenho um namorado super atencioso que compartilha tudo, por mais que doa rever o passado, comigo. Por que eu não faço isso também, contar O MÍNIMO para ele?" Mas nãom ela preferia ir a parapeitos de janela, se mutilar mentalmente, se culpar pelas mortes, pois SEMPRE PROCURAM EM QUEM POR A CULPA AO INVÉS DE TENTAR RESOLVER OU MELHORAR ALGUMA COISA. Mas enfim, detalhes, detalhes.


"A verdade costuma mudar os planos das pessoas."


Bem, o livro tem uma característica bem peculiar que é (tomare que isso não soe como moral de história) tentar enfrentar seus medos, até superá-los sem que eles lhe inflijam mais. Tobias consegue superar o medo que sentia de seu pai e isso rende uma cena épica e igualmente irônica, e claro, todos riem menos a senhorita-Stay-Strong eterna. Mas ignorando isso, Tris não consegue encarar seus medos de frente. Ela apenas vai aumentando, tanto seus receios quanto os problemas, COMO SE SALVAR O MUNDO NÃO FOSSE UMA PREOCUPAÇÃO GRANDE.

Enquanto Tris e Tobias convivem brevemente com os Sem-facção, onde uma surpresa aguarda por Four, na Facção-mais-perfeita, ou se preferirem Erudição, a "presidenta" (mais legal que Dilma, prometo) Jeanine Matthews, que sempre foi a vilã anunciada, continua planejando a dominação total de todas as facções, e mais algumas suprezinhas para Tris.

Perceberam como esse livro é cheio de surpresas? 

O restante dos Audaciosos se refugia na cede da Franqueza e esta por sua vez não sabe quem apoiar caso ocorra uma guerra (como se já não estivesse acontecendo). Por isso aplicam soro da verdade em Tris e Tobias e é ai que o momento polemic começa. Claro, já sabemos o que Tris reluta em revelar por ela ser a narradora da história, mas seu esforço em segurar e a reação das pessoas... ah, doce tortura. E falando em tortura, Tris tem a brilhante ideia de IR para a sede da Erudição depois que Jeanine pediu. Sim, é muita inteligência modo on. Mas apesar de uma parte de mim torcer para que ela conseguisse sair VIVA para Tobias não sofrer, foi um pouco gratificante e serviu para aquele cérebro voltar a pensar um pouquinho.

Bom, qualquer coisa que eu contar a partir de agora ou revelará demais do livro ou eu praticamente estarei transcrevendo o livro para vocês, e acho que Veronica já cumpriu esse papel.

About my opinion: Eu achei tão bom quanto Divergente, ambos estão no mesmo nível e a
qualidade das descrições não diminui, pelo contrário, podemos perceber que a autora pula direto para a ação mesclado com adrenalina já que "a-parte-chata-explicação-inicial" já passou. Agora entra todo aquele básico de resenha de continuação de livro "Conhecemos mais os personagens, o enredo se amplia, um final bombástico esperando que exploda no último livro" etc etc. 

E o final, SUPER MASTER HIPER FDP, se vocês me permitirem disser isso, caso não eu falo assim mesmo, que me faz pensar "POR QUE, VERONICA ROTH, POR QUE GOSTA TANTO DE TORTURAR A TODOS? FAZ ISSO SÓ COM A TRIS, PLEASE".

Certo, gente, acho que essa foi a resenha menos focada (sim, agora é hora que vocês dizem "Como se as outras não fossem" que já fiz. E eu poderia dizer que "É por que o livro me fez sentir tantas emoções que nem sei como transcrever", mas fico com a parte de que simplesmente NÃO SEI TRANSCREVER. Diferente do resto do mundo, não amei a ponto de idolatrar. Sim , é divertido fazer parte do fandom com suas piadas e é melhor ainda entendê-las e sentir que faz parte do mundo outra vez. Mesmo assim eu ainda <4 por esse livro. E não, esse "<4" não é um "<3" que digitei errado. Só tenho mais uma coisa a dizer, LEIAM ANTES QUE OS SPOILERS DE CONVERGENTE ESTRAGEM A VIDA DE VOCÊS. See ya, guys.


Em homenagem a capa, 3 símbolos da Amizade como nota, por mais que minha mente sabe que 3 Erudições ficariam mais diva. Enfim, continuem me matando por não dar nota 5 that I don't care.


SURPRESA EXTRA! 
Para quem está acompanhando o progesso das filmagens de Divergente, não pode perder O CLIPE OFICIAL que saiu essa semana com a tão amada cena em que Four mostra as tatuagens que tem nas costas. E sim, eu estou colocando isso na resenha de Insurgente!

sábado, 14 de dezembro de 2013

Livros Entre Linhas: Divergente


Nome do Mundo: Divergente
Universo: Divergente
Do Mesmo Planeta:

0.5°: The Tranfer e Free Four.
2°: Insurgente.
3°: Convergente.
Dimensão: 502 páginas.
Criadora: Veronica Roth
Data de Nascimento: 
BRA: 2012. / US: 2011.
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Rocco.
Onde Obter: Saraiva - Livraria Cultura - Submarino - PDF
Relatório Completo: Skoob.
Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida,     seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Eu TINHA que por essa imagem depois do trabalho que foi fazê-la! Notem que pus a Erudição no começo, apenas detalhes.
Já tentei de várias maneiras começar a resenha com uma boa introdução. Como dá para perceber, chance de sucesso ZERO. Então sem enrolação, pois sinceramente, tenho muito o que falar e nenhuma ideia de como vou conseguir, animador, não?


Você, caro leitor assíduo do século XXI, (pois eu sou do XIX, sem mais), que costuma passar longos períodos de tempo imerso na mágica flor-de-lótus de uma livraria com certeza já ouviu falar desse livro, uma dos muitas distopias adolescente do momento. Me julguem, mas admito que eu me sentia um peixe fora d'água com todos amando  DE MORRER essa trilogia e eu sem nem saber do que se tratava. Hoje eu entendo o porquê das pessoas tanto por Divergente no pedestal e ante de tudo, digo que eu gostei bastante do livro, só não morro de paixão por ele igual ao resto do mundo. E mesmo eu adicionando e excluindo livros constantemente da lista dos meus favoritos, Divergente nunca chegou a entrar. Mas não quer dizer que eu não seja fã do tipo que faz piadas internas e que se casaria com um Tobias Eaton se entrasse na minha vida.


"Há décadas nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo."

A história é narrada por Beatrice Prior, sim minha xará, uma garota que completou 16 anos (é distopia adolescente, é claro que ela seria uma adolescente), e por isso deve passar pelo teste de iniciação junto com todas as outras pessoas de todas as facções nessa idade. Suas opções são limitadas, cinco para ser exata, e para dar algum preparo para esses jovens é feito uma espécie de teste vocacional, onde toma-se uma substância que o induz para um sonho programado e controlado e você deve passar por alguns teste, cujas escolhas irão definir em qual facção você melhor se enquadra. 

"Os costumes das facções ditam até como devemos nos comportar nos momentos de inatividade e estão acima das preferências individuais."

Basicamente, esse é o padrão desde que "a sociedade foi dividida". Tudo muito bonitinho montado pela autora. Porém, we have a problem: e se o seu resultado der mais de uma opção? Desde que nascem as crianças de todas as facções são treinadas, para acreditar que "O futuro pertence para aqueles que sabem aonde pertencem". Então o que acontece com quem possui um cérebro capaz de pensar de diferentes formas sem seguir apenas um padrão? E é aqui que imagino a voz de Tori, a pessoa que faz os testes, sussurrando para Tris quando seu teste apresenta TRÊS facções diferentes: "The're called Divergents". E o que acontece com os Divegentes? Well, uma mente incapaz de ser controlada é uma grande dor de cabeça para o Governo/opressor, right? E Governos geralmente gostam de eliminar possíveis ameaças.

Espero que vocês percebam qual foi a escolhe de Tris, pois eu sou uma pessoa boa e anti-spoiler  Audácia.

"Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade. Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição. Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza. Os que culpavam o egoísmo formaram a Abnegação. E os que culpavam a covardia formaram a Audácia."

Continuemos: depois da escolha, cada uma apresenta um teste de iniciação diferente e nenhum é tão amigável, principalmente com iniciados vindos de outras facções. Tris, por ser da Abnegação (eu já havia mencionado essa fato antes? Opa), a facção característica por usar roupas cinza e se preocupar acima de tudo em ajudar o próximo, onde uma rápida olhada no espelho pode ser considero egoísmo, ganhou o apelido de Careta e isso foi à parte menos cruel. Ela, junto com os outros iniciados, precisam lutar uns contra os outros e eventualmente, encarar seus piores medos, literalmente, em simulações onde induzem seu cérebro a acreditar que aquilo é real, inclusive a dor de possíveis ferimentos e as imagens de seus piores pesadelos, até o dia do grande teste onde os 10 melhores serão selecionados. O restante? Deverá virar um sem-facção.




“Às vezes, as pessoas só querem ser felizes, mesmo que seja de uma maneira irreal.”

Deixe-me dar uma explicação rápida sobre o que seria ser um sem facção: É como ser um mendigo, um morador de rua, a mesma coisa que nada aos olhos de quem o vê, a mesma coisa que lixo para a sociedade. É isso.

Bem, se a base da história foi já empolgante, e os detalhes apenas servem para reafirmar isso. 


"Os seres humanos, de uma maneira geral, não conseguem ser bons por muito tempo antes que o mal penetre novamente entre nós e nos envenene."

Ah, sim, o romance. Creio que o livro não faria metade do sucesso caso não fosse o casalzinho Tobias <3 Tris ou se preferirem Four <3 Six (tudo bem que esse negócio de "Six" não dura mais que um parágrafo, but okay).


"- Você tem medo de mim, Tobias? - Tenho pavor - responde ele, sorrindo. Eu viro a cabeça para frente e beijo a cavidade sob a sua garganta. - Talvez você não continue na minha paisagem do medo - murmuro. Ele inclina a cabeça para baixo e me beija devagar. - Aí, todos poderão chamar você de Seis. - Quatro e Seis - digo."

ANTES DE TUDO, sim a Shailene está comendo seu cabelo e os pelos de Theo.

O que falar dessa dupla? O bolo da cereja? O pokemon na pokebola? Avião COM asa? Pinguço com cachaça? A Annabeth do Percy? O Rony da Mione? EU COM LIVROS? E por ai vai.

Direto ao ponto, o que mais gostei foi à forma nada melosa com que a autora escreveu o jeito que um tratava o outro. Nada de "I fall in love for you in the first view". Diálogos como esse:


"- Pensei que teria problemas com a garota da Franqueza perguntando demais - afirma ele friamente. - Agora tenho uma Careta na minha cola também? - Deve ser porque você é tão acolhedor - digo diretamente. - Sabe? Quase como uma cama de pregos."

COMO NÃO AMAR ESSES DOIS? Tudo bem, pode odiar a Tris como eu, mas até a mais fiel Caçadora de Ártemis, vulgo eu, não conseguiria resistir. O Tobias/Four é um personagem cheio de camadas de mistérios, mas isso não o deixa intangível (no bom sentido, hehe). Ele tem um espírito de "Guardo tudo para mim devido a dor que já passei, mas eu posso compartilhar tudo quando sentir que posso confiar em você, quando sentir que você faria o mesmo por mim". E a vontade de dar mordidas atinge seu nível acima do máximo. Mas em minha humilde opinião, os melhores momentos foram os que Tobias compartilhava seus medos, contava um pouco de seu passado, explicava para Tris que ele não queria apenar ser "destemido" e sim um pouco de cada, um pouco sincero, amigável, abnegado e erudito... Não consigo descrever direito tudo que Four me fez sentir durante a leitura. É preciso descobrir por conta própria.


“Eu nunca havia entendido por que as pessoas andavam de mãos dadas, mas quando ele acaricia a palma da minha mão com a ponta do dedo, eu estremeço e entendo imediatamente.”

Tris, querida Tris, POR QUE DIABOS VOCÊ TEVE DE SER O ÚNICO FATOR QUE ARRUINOU A PERFEIÇÃO DO LIVRO? Para ser breve: Em um extremo existe a Bella Swan, sonsa, monga, apática, em atitude nenhuma, só sabe ficar de mimimi, enfim vocês sabem o drama. E de outra ponta está ninguém menos que Beatrice Prior, aquela que tenta ser forte O TEMPO TODO sem NUNCA se considerar  o suficiente, que não pode chorar em momento algum, que tem que ser dura e fria, QUE NÃO SABE SER HUMANA, ponto. Ambas são irritantes e estragadoras de livros (Tudo bem que Crepúsculo é horrível de qualquer maneira).


"Minhas palavras não fazem sentido. Os soluços dominam meu corpo, minha mente, tudo. Ele me puxa para perto do seu corpo, e a água da banheira encharca as minhas pernas. Seu abraço é apertado. Ouço seu coração e, depois de um tempo, encontro uma maneira de deixar que seu ritmo me acalme."

FINALMENTE, cheguei à escrita. Veronica soube pegar todas as melhores características de distopias adolescentes e tentar usar isso como seu instrumento de escrita. Um mundo destruído? Check. Poucos sobreviventes? Check. Um governo opressor com duras regras? Check. Um romance para adoçar o caos? Check.  "A faísca", antes de a revolução ser proclamada? Check. Mas o que me fez devorar dois livros em QUATRO dias, quebrando qualquer tipo de recorde (que eu desconheço) meu? O ritmo com que tudo acontece. As frases são precisas. Os parágrafos possuem objetivo. Cada elemento, tanto personagem, cenário, descrições, serve para algo específico e todos cumprem logo o seu papel, contribuindo para a história seguir a diante. Quando uma pergunta é respondida, você não tem tempo de digerir, pois logo surge outra com ainda mais peso na história e é como se seus olhos não conseguissem desgrudar do papel/monitor enfim, não importa onde você leia. O QUE IMPORTA É QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE PARAR DE LER. Além disso, a linguagem é simples, sendo que seu dicionário mental já basta.


"Meu coração bate tão forte que o peito dói, e não consigo gritar ou respirar, mas ao mesmo tempo sinto tudo, cada veia e cada fibra, cada osso e cada nervo, todos vivos e alertas em meu corpo, como se tivessem recebido uma carga elétrica. Eu sou pura adrenalina."


É impossível não haver comparações com outras distopias, principalmente Jogos Vorazes. E do mesmo jeito que é divertido você se auto denominar tributo e escolher de qual distrito seria, eu achei ainda melhor tentar se decidir de qual facção seria, (I'm Erudite and Candor, I'M A DIVERGENT, xoxo).


"Acredito nos atos simples de bravura, na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa da outra."

Bem acho que já comentei que eu gostei muito do livro e dos seus elementos (menos Tris, pode matar que deixo), mas não entrou para minha lista de favoritos de todos os tempos ever. Se Chicago foi dividida em 5 facções, minha nota para Divergente seria 4 delas. A Tris matou a 5°, so sorry.


“Às vezes, as pessoas só querem ser felizes, mesmo que seja de uma maneira irreal.”

AH, UM ÚLTIMO DETALHE: Caso você esteja se perguntando "Mas como assim a penas Chicago foi dividia?" Pois é, isso ATÉ EU aguardo em Convergente!


Trailer:

And like I always do, para representar a nota, 3 foguinhos da Audásia/Destemor, pois não, não valeu 5 para mim, me crucifiquem.




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