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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Especial Livros Entre Linhas: Trilogia Mundo em Caos #DoisEmUm


Nome do Mundo: O Motivo or The Knife of Never Letting Go.
Universo: Mundo Em Caos
Do Mesmo Planeta:
2°: A Missão
3°: A Guerra
Dimensão: 447 páginas. 
Criador: Patrick Ness
Data de Nascimento: 
BRA:  2011 / US: 2008.
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Pandorga.
Onde Obter: Saraiva - Livraria Cultura - Orelha de Livro
Relatório Completo: Skoob or Goodreads.
Sinopse: Todd Hewitt é um garoto de doze anos, o último menino de Prentisstown, uma cidade de homens. Ele vive em um mundo cheio de "ruído" em que os pensamentos privados de todo homem e animal são audíveis. Em um mês ele estará com treze anos e será um homem. Mas a cidade está mantendo segredos para ele, segredos que vão forçá-lo a fugir do prefeito e dos homens de Prentisstown junto com seu cachorro e a primeira garota que ele já conheceu. A cada página, o leitor ficará cada vez mais ligado a Todd e Viola, com sua história de amizade, e sentirá afeição genuína por Manchee, cão e ajudante de Todd, cujo comportamento é hilário e comovente. Na sua essência, é uma história sobre um garoto forçado a crescer rapidamente em um mundo de ruínas em loucura e armado apenas com sua convicção de fazer a coisa certa para ajudá-lo a sobreviver. Todd vive em um mundo onde um germe matou todas as mulheres, um germe que deixou os homens loucos, o germe que significou o fim dos spackles quando a loucura dos homens colocou as mãos numa arma.

Antes de tudo, acho válido dizer que eu recomendo que você saiba o mínimo possível sobre o enredo antes de ler este livro, pois são de pequenas revelações que ele é feito, o que impacta bastante na experiência de leitura. Mas saber o básico não irá assassinar a graça do livro. Todos avisados, certo? Certo. Bem, eu gostaria de fazer uma resenha tripla, mas só Atena sabe quando lerei o último livro e senti a necessidade de falar sobre esses, já que são tão pouco divulgados aqui no Brasil E SIMPLESMENTE É UMA DAS MELHORES TRILOGIAS QUE JÁ LI, NÃO SEI POR QUE TANTA MELAÇÃO EM CIMA DE A SELEÇÃO, QUANDO HÁ PATRICK NESS CHAMANDO. Pronto, falei.


Os homens mente, e o pior de tudo é que mentem para si mesmos. Por exemplo, eu nunca vi uma mulher nem um spackle em carne e osso, obviamente. [...] e eu os vejo o tempo todo no Ruído dos homens, afinal, sobre que outra coisa os homens pensariam além de sexo e inimigos?

Tudo começa com Tobb Hewitt e sua contagem regressiva para seu aniversário de 13 anos, a idade em que os meninos passam a ser homens. Mas a emoção maior está no fato de Tobb ser o último garoto da cidade. Talvez do Planeta. Mas vamos explicar isso melhor. A história que Tobb conhece é a seguinte: há muito tempo, quando os humanos chegaram nesse novo Planeta, havia uma praga que matou todas as mulheres e "infectou" a mente dos homens. Agora, todos os pensamentos de qualquer ser masculino são audíveis para qualquer um. Agora, os homens que restaram moram em Prentisstown, onde o único passatempo é aguardar a morte uns dos outros, enquanto lêem as próprias mentes. Party hard, hein.

Como eu já disse, os homens mentem o tempo todo, para eles mesmos, para outros homens, pro mundo inteiro, mas quem pode ter certeza se quando isso se junta com todas as outras mentiras e verdades que estão flutuando por aí fora da sua cabeça? Todo mundo sabe que você tá mentindo, mas todo mundo tá mentindo também, então quem se importa?

Porém, um mês antes de completar mais um ano de vida e enquanto cuidava das ovelhas junto ao seu cachorro Manchee, Tobb escuta um vazio; uma lacuna em meio ao turbilhão de pensamentos gritantes. Tobb então se depara com uma garota. E toda verdade que antes acreditava ser absoluta, evapora-se. Tobb, (caso queira saber o nome da menina, selecione o espaço em branco. Por que estou fazendo isso? "Ela gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um". Citando John Green no meio de uma resenha, quanta ilógica), Viola e Manchee são forçados a fugir. Seus futuros são totalmente incertos, se é que haverá algum, já que suas vidas estão em perigo a cada instante. Em meio à mentiras, guerras e saudades da minha terra, o que mantêm Tobb seguindo em direção ao desconhecido, é a esperança de que não importa qual seja seu destino final, mas que lá esteja a resposta. (E de certa forma, está, mas de uma maneira um tanto peculiar).


Viola está perto de mim e, enquanto eu tomo goles desesperados, lá está o silêncio dela de novo. É uma mão de duas vias, essa história. Da mesma forma que ela consegue ouvir meu Ruído, aqui sozinhos, longe da tagarelice de outras pessoas ou do Ruído de um colônia, lá está o silêncio dela, tão alto quanto um rugido, me puxando como se fosse a maior tristeza do mundo, como se eu quisesse ser absorvido por ele e simplesmente desaparecer para sempre no nada”.

Esse é o livro perfeito caso você esteja procurando ser surpreendido de N formas a cada término de capítulo. Me aprofundarei na escrita do autor quando falar da belezinha da continuação ali em baixo, mas adio para vocês que "envolvente" é a palavra chave para descrevê-la. Nós acompanhamos a jornada do trio e vemos o quanto eles cresceram, aprenderam sobre o mundo e si mesmos e, principalmente, a zelar por uns aos outros. MAS CONTINUE CONOSCO QUE AINDA TEM MAIS ~dancinha feliz~ .

“A sede de poder é uma coisa que você deveria aprender a controlar antes de ficar mais velho, pois é o que diferencia homens de garotos, mas não da forma que a maioria dos homens pensa”.


Nome do Mundo: A Missão or The Ask And The Answer.
Universo: Mundo em Caos.
Do Mesmo Planeta:
1°: O Motivo 
3°: A Guerra
Dimensão: 492 páginas. 
Criador: Patrick Ness
Data de Nascimento: 
BRA:  2012 / US: 2009
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Pandorga.
Relatório Completo: Skoob or Goodreads
Sinopse: Nós estávamos na Praça, na praça onde eu iria correr, segurando ela, carregando ela, dizendo-lhe para permanecer viva, permanecer viva até que nós estivéssemos seguros, até que chegássemos ao paraíso, assim, poderiam salvá-la - mas não havia nenhuma segurança, nenhuma segurança em nada, havia apenas ele e seus homens... Fugindo anteriormente de um exército implacável, Todd deixou Viola ser desesperadamente ferida direto nas mãos de seu pior inimigo, o prefeito Prentiss. Imediatamente separado de Viola e preso, Todd é forçado a aprender os caminhos da nova ordem do prefeito. Mas que segredos se escondem fora da cidade? E onde está Viola? Ela ainda está viva? E qual é a misteriosa resposta? E então, um dia, as bombas começam a explodir...

Esse livro me roubou madrugadas de sono. Eu deixava de assistir Game of Thrones só para lê-lo, e se você conhece a série, sabe que você deixa de COMER facilmente só para ver mais um episódio. Entrou para os favoritos da vida, e há muito tempo que um livro distópico e Young Adult não fazia isso comigo. Atrevo dizer que apenas Catching Fire foi capaz de tal proeza antes desse. Bem, leitores, EXCLUINDO AS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCRITA DO AUTOR QUE EU MUITO GENTILMENTE IREI SINALIZAR PARA VOCÊ QUANDO COMEÇAR, essa parte da resenha CONTÉM spoilers, pois eu não quero tentar NÃO falar sobre esse livro. It's the opposite, babe!

“- Então você nunca esteve na praia vendo as ondas quebrarem e a água se estender na sua frente além da sua vista, se movendo tão azul e viva e tão grande que parece até maior do que a escuridão além dela, porque o oceano oculta seu conteúdo”.


*SPOILERS ON*
O livro começa no exato momento em que o anterior termina: com Viola baleada e Tobb sendo levado para longe dela. Os dois passam boa parte da trama longe um do outro, o que permitiu ao autor revezar a narração entre os pontos de vista de cada personagem, proporcionando-nos uma visão mais ampla sobre tudo que está acontecendo. 


A escuridão começa a tomar conta de mim, começa a cair sobre mim como um cobertor, como água se elevando acima da minha cabeça”.

O prefeito Prentiss agora é presidente, e seu primeiro decreto foi proibir a livre circulação das mulheres. Em sua mente doentia, criaturas femininas são um "perigo à paz", pois tudo aquilo que não pode ser ouvido, não pode ser decifrado e nem controlado (Ui, divergentes). 


A cada minuto eu espero que minha vida desmorone.
Mas a cada minuto ela continua de pé”.

O livro é recheado de páginas assim,
representando a confusão de pensa-
mentos dos homens.
Viola agora tem de aprender a ser enfermeira, enquanto mentalmente trama planos de como encontrar Tobb e fazer contato com sua nave-mãe. Porém, o prefeito (sei que falei que ele agora é presidente, mas chamá-lo de prefeito o irritava e essa é minha especialidade), possui planos mais tenebrosos para Tobb. Além de obrigá-lo a trabalhar junto com seu detestável filho "cuidando" dos spackles (que são as criaturas endêmicas do Planeta), Prentiss quer transformá-lo em seu herdeiro, ou seja, torná-lo igual a ele.


Há apenas silêncio quando isso acontece. Não é alto ou forçado ou violento. Ela simplesmente fica quieta, um tipo de quietude que você sabe que é interminável assim que escuta, uma quietude que abafa tudo ao seu redor, desligando o volume do mundo”.

Os jogos políticos e psicológicos neste livro são SENSACIONAIS. Ambos demonstram o poder que uma pessoa manipuladora, de mente astuta e boa lábia possui, principalmente por ter consciência que os pequenos detalhes, como paciência e jogo de palavras e cintura, são os tijolos para a construção de qualquer plano. E quem tem plena consciência disso são os dois personagens símbolo de cada lado da guerra: Sra. Coyle, a enfermeira chefe e, claro, o odioso Prentiss. Por mais que o prefeito seja o vilão declaro, o autor constrói a guerra e os lados jogadores de uma maneira que não há como resumir em apenas"herói ou vilão". Ao final do livro, você já não sabe para quem torcer exatamente, o que gera algo muito interessante a ser refletido: ninguém age seguindo um motivo único, genuíno e unilateral. Todos possuem camadas de interesses por trás de suas palavras e ações, e talvez, façam das pessoas os "peões" para a realização de tais.


Nós somos as escolhas que fazemos. E as que temos que fazer. Não somos nada além disso”.
*SPOILERS OFF*

OLHA, O SR. NESS POSSUI UMA VEIA DE GEORGE RR MARTIN SIM, SÓ QUE SABE DISFARÇAR MUITO BEM. Mas enfim, vamos lá!

A história geral da trilogia foi muito bem pensada e elaborada. É fácil perceber que há uma “cadeira principal” de enredo, que vai se ramificando aos poucos, (excesso de aulas de química orgânica resulta nisso), mas sempre prosseguindo. Uma habilidade louvável de Ness é a de nos apresentar, a partir de um relacionamento iniciado do zero e de forma cada vez mais envolvente, não só a personalidade e o passado das personagens, mas também nos explicar um pouco da dinâmica daquele universo novo e bizarro.


- O problema, Tobb – ele diz –, é que as pessoas não querem realmente liberdade, não importa o quanto elas falam sobre isso”.

O autor sabe como utilizar diálogos, ou falta deles, para nos fazer sentir a atmosfera de cada situação retratada. Ou seja, é fácil se pegar com falta de ar em uma cena de perseguição ou tortura, e ficar feliz quando alguma coisa dá certo (ou, ao menos, não dá errado) com os protagonistas. Por mais efêmero e insignificante que o “momento feliz” soasse depois, na hora em que foi lido, parecia o maior alívio do mundo. E, A MELHOR PARTE PARA QUEM JÁ ESTÁ ENJOADO DE MELOSIDADES DESNECESSÁRIAS: Não há o típico "casalsinho romântico" nesse livro \O/


Mas isso é o que te torna poderoso, Todd Hewitt. Neste mundo de entorpecimento e sobrecarga de informações, a habilidade de sentir, meu garoto, é de fato um dom raro”.

Conter-me-ei, pois senão spoilers jorraram! That's all folks!

Como O Motivo levou nota quatro e A Missão, cinco, a média portanto será quatro spackles e meio! NÃO SÃO ADORÁVEIS?
Vocês de exatas digam-me se estou certa.


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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Livros Entre Linhas: Feita de Fumaça e Osso


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Nome do Mundo: Feita de Fumaça e Osso.
Do Universo:
2°: Dias de Sangue e Estrelas.
3°: Sonhos de Deuses e Monstros.
Dimensão: 384.
Criadora: Laini Taylor.
Data de Nascimento:  
BRA: 2012. USA: 2011
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Intrínseca. Onde Obter: Saraiva / Submarino / Americanas / Livraria Cultura
Relatório Completo: Skoob.
Sinopse:Um romance de tirar o fôlego, sobre destino , esperança e a busca de si mesmo" The New York Times. Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

Feita de fumaça e Osso é um título bem sugestivo em relação a história e começou a fazer sentido para mim quando eu estava no meio do livro.
Karou é uma protagonista incomum dentre os muitos livros que eu li, isso quer dizer que eu não tive vontade de jogar o livro na parede nenhuma vez por que ela não fez nenhuma besteira como a Ever de Os Imortais. Me chamou muito a atenção logo que a descreveram fisicamente:



"Karou era, simplesmente, adorável. a pele macia, as pernas longas, o cabelo azul-celeste comprido e olhos de esfinge..."

Cabelo azul! É óbvio que o livro não é tão fantasioso a ponto de os personagens de fato nascerem com o cabelo azul, Karou desejou que o cabelo nascesse assim. Ela também possui diversas tatuagens incomuns, como dois olhos hamsás na palma das mãos. Karou além de ser diferente fisicamente também é misteriosa, não lembra nada de seus pais.
Logo nos primeiros capítulos eu percebi que o livro está longe de ser comum. A história de passa boa parte se passa em Praga, onde a protagonista estuda Artes. Mas ela também está em outros lugares, como Paris, Marrocos... Ela trabalha a serviço de Brimstone ( um quimera, espécie de demônio), coletando dentes de vendedores quando eles não podem se encontrar com Brimstone, em qualquer hora e em qualquer parte do mundo.
Exatamente, dentes. Dentes de animais, humanos... Ela carrega consigo um colar cheio de dentes que lhe permite que pequenos desejos se realizem, como por exemplo, se vingar do ex. Como eu disse, coisas básicas.
A autora nos introduz aos mistérios do livro aos poucos, e ele aparenta ter mais páginas (não de um jeito ruim), mas ela conta várias coisas sem enrolar.



"- Quem é você? - Kaz costumava perguntar, encantado.
E Karou respondia, melancólica:
- Eu não sei mesmo.
Por que não sabia mesmo"

Em certo ponto conhecemos um personagem com um peso significante: Akiva, ao mesmo tempo em que os portais pelo qual ela faz todas aquelas viagens em busca de dentes, estão sendo destruídos. A primeira vista a criatura tentou matar Karou, mas logo vimos que o Anjo perde o interesse em matá-la. Os dois se apaixonam (neste aspecto em lembrou Fallen, mas só isso, pois o livro é totalmente diferente), Akiva a ajuda a descobrir quem ela é em meio de uma guerra já travada. E a resposta para esta pergunta pode não ser tão agradável.
 

"Estar perto dela era como se equilibrar em um mundo inclinado, tentando manter-se firme enquanto o chão queria jogá-lo para frente, lançá-lo em uma espiral da qual não havia retorno, somente impacto, e era um impacto desejado, uma colisão doce e atraente.

Considerações finais: A autora me prendeu no começo do livro por ser uma narrativa leve e diferente, e quando eu percebi já havia terminado o livro! Algumas coisas no entanto, me deixou confusa, em relação aos quimeras, serafins e o excesso de fantasia, acredito que tudo ficará mais claro no próximo livro.



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Livros Entre Linhas: Legend


Nome do Mundo: Legend.
Universo: Legend.
Do Mesmo Planeta:
2°: Prodigy
3°: Champion
Dimensão: 256 páginas.
Criadora: Marie Lu.
Data de Nascimento: 
BRA:  2012 / US: 2011
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Prumo.
Onde Obter: Saraiva - Submarino - Livraria Cultura PDF
Relatório Completo: Skoob
Sinopse/Puro spoiler: A Verdade Se Tornará Lenda - Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

Salve, mochileiros! Para não fazer aquele clássico inicio-de-resenha-com-explicações-do-meu-sumiço, apenas digo que as férias estão ai e vocês já sabem qual é o sinônimo disso, dormir. ISSO MESMO, mais resenhas!

Pois bem, venho apresentar esse livro de rápida leitura, mas que consegue te fazer mergulhar nas páginas, que li recentemente para sair de uma ressaca literária das piores.

“É por isso que me odeiam, porque não sou o criminoso mais perigoso do país, e sim o mais procurado. Eu faço que eles pareçam ineficientes, pois não conseguem me capturar.”

Caso vocês tenham pulado a sinopse, o que espero fortemente que tenham feito, pois meus olhos quase sangraram quando eu terminei de ler os spoilers. Enfim, eu iria explicar a história de qualquer jeito. Sabe, supostamente isso é uma resenha, e não um charuto. </mad>

“Se me apanharem aqui e alguém descobrir o que estou fazendo, provavelmente me matarão. Sem fazer perguntas. Isso acelera meu coração.”

Com aquele ar de distopia, que ultimamente tem servido apenas como uma parte do plano de fundo, Legend é narrado por dois pontos de vista. De um lado há Day, um garoto que com apenas 15 anos se tornou o criminoso mais procurado de toda República. Oriundo de uma das partes mais pobres do país, (lê-se favela),  Day é altamente inteligente e fisicamente habilidoso. Já conseguiu escapar de perseguições com militares treinados. Mas todos possuem sua fraqueza, e a de Day é sua família. Sendo extremamente pobres, eles não possuem dinheiro para pagar vacinas contra as constantes pragas que atingem a população. As inspeções dos soldados são constantes, e a casa que tiver ao menos um membro da família infectado, é marcada com um X vermelho. (About Day: ele possui um nome normal sim, mas Day é sua "identidade secreta", e convenhamos que quando você descobre qual seu nome verdadeiro, fica na dúvida sobre o quão inteligente ele é para escolher um apelido tão óbvio, enfim).


“Digo a mim mesma: A lógica acima de tudo. A lógica sempre salva, quando nada mais salva.”


Vivendo na parte mais bem abastada, recendo a melhor educação possível, vacinas novas todo ano e sendo considerada a garota prodígio, June, de também 15 anos, tinha como objetivo se aprimorar cada vez mais para um dia combater as Colônias (Just calm down, i'll explain everything!). Em muito tempo, June foi a primeira a tirar a nota máxima na Prova que toda criança com 10 anos deve realizar. Por conta disso, durante sua narrativa, é nítida a forma extremamente analítica que ela vê o mundo. Cada detalhe pode fazer parte da cena de um crime. 
Tudo ocorria no máximo de normal que a vida de alguém em treinamento para ser um militar pode ser, (eita frase clichê, mas continuando), até que seu irmão é encontrado morto. Claro que isso foi jogar um fósforo ardente no tonel de vingança (minhas metáforas arrasam, XO), contra o acusado, que não é ninguém menos que Day, alguém que June guardava certa admiração pelos seus feitios retratados em jornais, sem nunca ser pego pelos militares. Mas agora é ela quem deseja fazer o serviço.

“Palavras parecem se prender na minha língua, e se recusam a sair.”

Premissa interessante, não é? (Aqui é a parte que vocês concordam com a cabeça, now). Mas preciso de uma pausa para explicações de cenário e enredo. Sim, uma pausa na resenha para fazer mais resenha! (Incrível como eu faço uma resenha de 500 páginas para um livro de 250, mas enfim).

“O sol já enevoou minha visão, o mundo parece banhado por uma neblina brilhante.”

A velha história de sempre: Grande guerra no passado. Uma das partes ganhou e para se manter no poder fez um regime autoritário para que a outra não se esqueça quem estar no comando. A parte perdedora agora é pobre e sempre ameaçada por militares, doenças e fome. Só que em Legend, a parte autoritária se chama República, e dentro dela há essas separações de classes sociais. Também existem as Colônias, uma espécie de "país/povoado" que ainda guarda um pouco da tecnologia remanescente dos "tempos antigos", e por isso vive em guerra com a República. E se eu tivesse explicando isso através de lousa e giz, ela estaria cheia de linhas em zigue-zague. (Existe uma página do Wikipédia para isso e não pra mim \; ). 

Okay, uma das exigências dessa nova sociedade, era que todas as crianças, pobres ou ricas, realizassem A Prova quando completassem 10 anos. Independente da sua classe ou origem, quem atingisse uma boa pontuação, poderia subir de vida junto com a família. E, seguindo a linha inversamente proporcional, quem falhasse deixaria a família numa situação miserável e teria de trabalhar nos "Campos de trabalho". Mas há muita coisa por trás disso... (e espero ser mais explorada nos próximos livros).

“Estamos fazendo a coisa certa ao seguir as ordens que nos dão? Será verdade que a República é que está certa?”

Enfim, claro que o caminho de June e Day se cruzariam em algum momento, e caso alguém ainda não tenha percebido, "the love" não deixa de trilhar junto com eles. Mas por sorte, esse relacionamento é deixado totalmente em segundo plano. A leitura desse livro vale pela ação da narrativa. June, que sempre acreditou na preocupação e veracidade das propostas da República, descobre aos poucos que tudo não passa de mentira para encobrir a podridão que há por trás das máscaras. Ela vê suas prioridades e devoção de valores mudarem em 180°. E Day também tem novos problemas para encarar. Não ser morto em menos de dois dias é um deles. ~~sintam uma profunda omissão de spoilers, obrigada~~.

“É estranho estar aqui com você. Eu mal o conheço... mas às vezes parece que somos a mesma pessoa, nascida em dois mundos diferentes.”


Não vou mentir, o livro tem um ar piegas que dói na alma. Se você tem uma boa bagagem com distopias, conseguirá prever boa parte do enredo e das revelações. Eu, por exemplo, já tenho minhas ideias para o desfecho da trilogia!


Agora vamos ao ponto mais fraco de todo o livro: a escrita. Yeah, é verdade que a autora é bem direta e sem enrolações. O próprio tamanho do livro deixa isso claro. Mas, durante a leitura, eu enxerguei tanto potencial na história para ser "mais", que não teve como não sentir uma vontade de chamar a autora para conversar e dizer "Então, bora aprofundar isso, que tá difícil achar livros com história e desenvolvimento bons?". Sabe aqueles resumos dos grandes clássicos que todos tivemos de ler em algum momento no colégio? Exatamente isso que descreve o livro. Parece que a autora adaptou a própria história de uma versão bem mais complexa. Creio que já chamei o livro de clichê, mas ressalto que quando eu comecei a ler, eu sabia o que eu encontraria. Quero dizer, sabia que não devia esperar a obra revelação do ano, e sim apenas uma história para sair da ressaca por conter uma escrita simples e rápida. Estamos entendidos?


“—Nunca lhe perguntei sobre esse seu nome de guerra. Por que Day?—
—Porque cada dia significa novas 24 horas. Cada dia quer dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante e tudo se resume a um dia após o outro. –Ele olha para a porta aberta do vagão da ferrovia, onde faixas escuras de água cobrem o mundo. –E ai você tenta caminhar sob a luz.—”



Antes de encerrar essa resenha, a qual já me delonguei demais, preciso dizer que caso você leia em inglês, leia o original. Até EU, uma mera estudante de cursinho, consegui sentir em diversos momentos que não era bem aquela palavra que deveria ter sido empregada, entre outras coisas.



Como eu não consegui achar um objeto que inspirasse a história para por como nota, 3 rosas da capa de Champion, o terceiro volume (será coincidência?), para vocês! 




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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Livros Entre Linhas: Contos de Meigan


Nome do Mundo: Contos de Meigan
Universo: A Fúria dos Cartágos
2°: AINDA NÃO TEM #LÁGRIMAS.
Dimensão: 618 páginas.
Criadoras: Roberta Spindler e Oriana Comesanha.
Data de Nascimento: 
BRA: 2011.
Trouxe aos Terráqueos Brasileiros: Dracaena 
Onde Obter: PDF COMPRAR.
Relatório Completo: Skoob
Sinopse: Meigan é um mundo diferente do nosso, morada de seres especiais e poderosos que se denominam magis. Na aparência são exatamente como nós, mas as diferenças não podem ser ignoradas por muito tempo. Os magis tem uma relação especial com a natureza e seus elementos, moldando-os a sua vontade e apoderando-se de sua força. Esses elementos, chamados mantares, não se limitam apenas aos conhecidos fogo, terra, ar e água. Existem muitos outros, como as sombras, o tempo e até mesmo o controle sobre o próprio corpo. Ter a capacidade de decifrar, entender e interagir com a natureza é um dos principais requisitos para a evolução de um magi. Para tanto, deve-se, primeiramente, entender que tudo faz parte da mesma manifestação natural e que toda matéria e energia estão inseridas em um processo dinâmico e universal. Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos começa com Maya Muskaf preparando-se para voltar para casa. Depois de três anos vivendo na Terra, o momento de retornar a Meigan finalmente havia chegado. Estava preocupada, pois algo afetava seu controle sobre os mantares, talvez algum resquício da misteriosa doença que a debilitou durante a infância. Com medo de estar novamente doente e para conseguir respostas, decidiu deixar de lado as diferenças com sua mãe, a principal governante do mundo magi. Voltaria a Katur, capital de Meigan, e pediria perdão por todas as brigas passadas. Assim, abandonou sua vida terrena e entrou na primeira caravana que encontrou. Entretanto, seus planos acabaram tomando um rumo muito diferente daquele que imaginara. No caminho de volta, os soldados que a escoltavam acabaram encontrando destroços e um corpo no chão. Logo que avistou o homem morto, com os cabelos tão brancos quanto sua pele e os olhos inteiramente negros, Maya soube que se tratava de um dos cártagos – antigos magis que traíram seu povo e por isso foram banidos para uma dimensão paralela. As implicações para tal presença em território magi eram gravíssimas e não demorou muito para que a garota e seus companheiros descobrissem que os magis traidores estavam tomando o Solo Sagrado e derrubado seus portões de defesa. Agora, em meio ao caos de uma violenta batalha, Maya vai precisar lutar para sobreviver e conseguir responder as perguntas que tanto lhe afligem. Como os cártagos conseguiram acesso ao Solo Sagrado? Onde estavam os guardiões dos portões, os mais poderosos guerreiros de Meigan? E, a mais importante de todas, conseguiria chegar a Katur a tempo de encontrar sua mãe?

Inicio a resenha dizendo que depois de ler Os Contos de Meigan, sua fé na literatura nacional será restaurada!

Depois de muito tempo apenas pegando esse livro na estante para tirar o pó, decidi dar uma chance, quando na verdade, foi o livro que me deu a oportunidade de ler uma aventura que guardarei com direito à Fangirlices.

(Tenho que parar com essa mania de enrolar todo início de resenha ~.~) POIS BEM, o livro começa com um ótimo prólogo que nos situa em seu universo e nos antecedentes da história. Eu agradeço muito aos autores que se dispõe a fazer explicações do tipo, pois não me agrada quando o livro começa já lançando bombas de enredo, sem pausas para entender e absorver nada. 

Right, sobre a mitologia da história: há muito tempo, desde a criação do mundo de Meigan, vivam clãs com poderes específicos de cada elemento/mantar, chamados Manacus. Eles eram extremamente poderosos na habilidade em que nasciam. Muitas guerras entre as tribos aconteceram, e com o passar do tempo novas raças foram surgindo, principalmente mestiços devido a união de membros de clãs diversos. Assim, deu-se origem a espécie dos Magis, seres com habilidades em mais de um mantar, mas não com a mesma maestria dos Manacus. And hold the calm que em algum momento esses nomes soaram naturais, believe me

Mais gerações se passaram e a barreira que separava os mundos se expandiu. Os humanos, mais conhecidos como Haims surgem causando muita guerra e destruição, exercendo seu dom mato. Foi um choque de armas bélicas com o poder dos mantares. As famílias que se uniram aos Haims ficaram conhecidas como Cártagos, algo que significa traidores. Por sorte,  Magis e Manacus decidiram unirem-se a fim de derrotar um inimigo comum. A solução foi criar uma barreira que expulsasse os humanos do mundo de Meigan. Assim, surgiram os Sete Portões localizados no Solo Sagrado.


Você sabe que o livro é bom quando faz parte dele.
Com o tempo, cada portal ganhou um Guardião para protegê-lo. Sendo criaturas altamente misteriosas, a Lei Sagrada determinou proibida, sob pena rigorosa, qualquer contato com eles. Por serem mascarados, muitos boatos diziam que suas faces ficaram deformadas devido aos poderes que receberam. Por isso era estritamente proibido olhar para um Guardião desmascarado. Enfim, os Cártagos se tornaram um povo sem terra, banidos do convívio com outros Magis. Mas o silêncio não combina com um guerreiro, principalmente aqueles com fome de vingança...

Eu achei tanto história e mitologia bem tecida e diversificada. Claro, em alguns detalhes vem àquela sensação de "já vi isso em algum lugar", principalmente se você já leu muita fantasia, mas nada que em sua maioria não seja criativo e em suma, inovador.

Somos apresentados logo de início a Maya Muskaf, uma Magi oriunda do mundo de Meigan (e vamos ler contos sobre ele, haha, parei), que por três anos viveu entre humanos no nosso mundinho chamado Terra. Seu objetivo aqui era simplesmente fugir de todas as responsabilidades que tinha em sua terra natal, principalmente por ser a filha da Shyrat, uma espécie de governanta, admirada por todos pelo seu alto cargo e competência. Mas como toda filha rebelde, Maya nunca almejou o cargo da mãe, pois teria de abdicar sua vida para resolver os problemas do povo.

Agora assim como Maya (cof, de volta para minha terra), vamos embarcar para Meigan! Ambientado em uma época bem medieval, lá as coisas quase funcionam como foi na Idade Média, excluindo o fato de que as escolas dos Magis os ensinam a controlar o quatro elementos. Fogo, ar, terra e água são os básicos, além de toda uma complexa relação envolvendo mente, espírito e comunicação com a natureza que só sábios dominam. Ultimamente, as aulas têm se tornado cada vez mais intensas, devido a invasão dos Cartágos, agora com tanta fome de poder quanto suas espadas de sangue. Para incrementar o problema,  ninguém sabe como conseguiram violar as Leis Sagradas e atravessar os Portões. E é neste contexto lindo que Maya volta ao lar.

Depois de muita trama a desenrolar, claro que Maya foi cobrada pelo Conselho de assumir seu posto de Shyrat. A protagonista ganha o prazo de 56 dias para mudar de ideia sobre sua relutância em assumir o cargo. A partir de então o livro me prendeu de tal forma que mesmo depois de 600 páginas, eu precisava de MUITO mais.

Maya, ainda em sua fase de impertinencia, resolve fugir da capital Katur, mas depara-se com o Guardião do Sétimo Portão, que mata o Cártago que a estava perseguindo. Desconfiado de que Maya esteja aprontando, o Guardião se dispõe a levar aquela irresponsável futura Shyrat de volta ao seu lugar. Mas depois de momentos não tão favoráveis, Maya acaba encontrando a casa do sábio Keyth, que me conquistou com suas piadas ruins e bom humor, mesmo com aquele ar piegas de Yoda.

Muita água rola a partir desse encontro. Os personagens vão se tornando mais próximos e a trama, mesmo se complexando, fica mais compreensível. Se é que fez sentido essa frase.

Mas até rosas têm espinhos! E o primeiro detalhe do livro que me incomodou foi a rapidez de alguns momentos, por exemplo, a morte de alguém muito querido para o personagem. Enquanto eu lia lágrimas e lamentações intensas, não consegui me sentir abalada pelo fato de não termos tido muito contato com o defunto, apenas menções passadas.  E falando em falta de aprofundamento, a meu ver, os pontos fracos da trama giram em torno disso. 

SIM, o prólogo no início foi de grande ajuda, mas foi só isso que temos de explicações passadas. Mesmo o livro já sendo um tijolo respeitável, eu realmente senti falta de mais conteúdo nesse sentido. Mas como será uma trilogia e só resta torcer para que isso seja sanado nos próximos livros.

A dos maioria dos personagens teve uma personalidade bem desenhada, e por mínimo que seja, cumpre alguma função no livro. Mas claro que há aqueles que se destacam <3 e este para mim foi o Sétimo Guardião, cujo nome vou privá-los de saber, kisses. Sua personalidade analítica, cega obediência naquilo que foi brutalmente forçado a acreditar e inocência quanto aos primeiros sinais de uma rebelião interna, lê-se rebeldia, reconhecendo que ser Guardião é muito mais que uma máscara e... Right, I'll stop. Apenas digo que não tem como não querer abraçar.

Sobre Maya, a protagonista, ela não me irritou nem me fez cair de amores. Houve momentos em que eu concordei e desaprovei suas atitudes, algo bem verossímil no mundo real. Maya possui uma cabeça dura, mesclada com uma personalidade decidida (pois não, não são a mesma coisa, OOOH) de quem vai atrás do que quer, seja estúpido ou certo. Foi ótimo ver o quanto ela evolui e começou a pensar em Meigan como sua verdadeira casa. 

MAS AH, O FINAL. Espero que as autoras expliquem melhor o que elas quiseram dizer com as últimas palavras, POIS EU NÃO VOU SUPERAR AQUILO TÃO CEDO.

Respirem, estou quase acabando. Mas sério, respire. A princípio, achei que se tratava de um livro com uma narrativa parada e forçada, personagens previsíveis e comecei a me lamentar por ter escolhido um livro tão grande, principalmente agora que meu tempo anda reduzido. Oh oh, sweet mistake. O livro provou seu valor, mostrando-se ser uma ótima leitura para fãs do gênero. A escrita das autoras realmente é o ponto alto. Fácil, suave, não muito descritiva e bem energética. Não há muitos momentos parados. Sempre terá um Cártago para matar, uma luta de treinamento para enfrentar e uma traição/mistério/calúnia para descobrir e contornar. Bolo recheado para quem anda de ressaca literária e não consegue prosseguir com nenhuma leitura, pois eu estava nessa situação.

Mas não concordo com comentários que dizem considerar Contos de Meigan num Guerra dos Tronos brasileiro. Há sim conteúdo e aventuras mais variados em relação a alguns livros nacionais que li. Acho que a frase soaria melhor se dissesse que o livro possui um potencial à la Guerra dos Tronos e mal vejo a hora para ver a comprovação disso.


Pandas. Vão. Dominar. O. Mundo.
Sobre a diagramação: páginas cremes, letras de um tamanho ideal E O QUE É ESSA CAPA??? Convence qualquer pessoa de comprar só pra ter na estante! E ela ganha um significado ainda mais especial no decorrer no livro. E SIM, EU VEJO UM PANDA NA MÁSCARA E NINGUÉM PODE NEGAR!

Não sei se consegui me expressar por completo, pois são muitos detalhes que quis mencionar. Espero que tenham gostado, e obrigada de coração você que chegou até aqui. S2 pra tu <3. (perceberam que o "s" nunca será proporcional ao dois? "S2" or "s2". Enfim, FOCO). BOAS NOTÍCIAS PARA QUEM JÁ QUER CONTINUAÇÃO: 



Eu fui na maior cara de pau irritar a Roberta, uma das autoras, sobre a chance de uma possível continuação. Sim, eu não presto. É ela foi super atenciosa e simpática, me respondendo e indicando a fanpage do livro: https://www.facebook.com/contosdemeigan. Viu quantas vantagens há de estar inteirado na literatura nacional <3


Primeiramente, o Banguela porque sim. Juro que quase dei nota 5, mas aquele final ainda me mata sempre que penso sobre, e tem uma cena que eu queria TANTO que acontecesse, mas minhas esperanças ainda não foram frustadas. E também porque necessito de mais explicações sobre o passado. Enfim, já escrevi demais aqui.



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